7 de setembro
Dia da Pátria
Amada, Brasil.
A
carta de Pero Vaz de Caminha é um primor de sabujice
O
chaleirista- mor da Frota Cabralina pede a El Rey Dom Manoel que não leve em
conta sua ‘ignorância’ ao comunicar-lhe “ primeiramente dum grande monte, mui
alto e redondo; e doutras serras mais baixas ao sul dele; e de terra chã, com
grandes arvoredos: ao monte alto o capitão pôs nome – o Monte Pascoal e à terra
– a Terra da Vera Cruz”.
Como
“Terra de Vera Cruz” nasceu o nosso Brasil.
A
mesma Cruz de Cristo que estava pintada nas velas das nove naus, três caravelas
e uma naveta de mantimentos, que compunham a Frota do Reino de Portugal comandada
pelo capitão-mor Pedro Álvares Cabral, Fidalgo do Conselho do Rei, Cavaleiro da
Ordem de Cristo.
Quando
da Primeira Missa realizada em nossas terras “ ... o Capitão [ com ]a bandeira
de Cristo, com que saiu de Belém, a qual esteve sempre levantada, da parte [
onde estava ] o Evangelho”.
Tudo
uma maravilha!!!
Porém
“o capitão-mor deixou aqui estes dois degredados [ que ]ficam [ com] mais dois grumetes, que esta
noite se saíram desta nau no esquife, fugidos para terra. Não vieram mais. E
cremos que ficarão aqui, porque de manhã, prazendo a Deus, fazemos daqui nossa
partida”.
Completando:
E
desta maneira dou aqui a Vossa Alteza conta do que nesta Vossa terra vi. E se a
um pouco alonguei, Ela me perdoe. Porque o desejo que tinha de Vos tudo dizer,
mo fez pôr assim pelo miúdo.
E
pois que, Senhor, é certo que tanto neste cargo que levo como em outra qualquer
coisa que de Vosso serviço for, Vossa Alteza há de ser de mim muito bem servida,
a Ela peço que, por me fazer singular mercê, mande vir da ilha de São Tomé a
Jorge de Osório, meu genro — o que d'ela receberei em muita mercê.
Beijo
as mãos de Vossa Alteza.
Deste
Porto Seguro, da Vossa Ilha de Vera Cruz, hoje, sexta-feira, primeiro
dia
de maio de 1500.
Pero Vaz de Caminha
E
o adulão completa com essa perola , ou seja, um pedido a El-Rey “por seu genro,
Jorge de Osório, que estava preso na ilha de São Tomé, um entreposto português
no Atlântico”.
Foi
assim nos primórdios do Brasil que ficou estabelecido;
1-
O tráfego de influência;
2-
A famosa ‘boquinha’, “ que no linguajar
político, significa emprego para a curriola do político, ou para os laranjas desse”.
Uma
vergonha !!!
Degredado
quer dizer “ Banido; Exilado; pessoa que foi condenada ao degredo, sendo
expulsa de seu país por um tempo determinado ou por toda a vida, que deixou de
fazer parte de uma sociedade”.
Começamos
a civilização brasileira com dois bandidos exilado, e com dois grumetes, moços adolescentes, que antigamente como “praças
faziam trabalhos inferiores nas marinhas como limpezas em geral e ajudavam os marinheiros
nos diferentes trabalhos etc...e etc.”.
Lembro
que nas Marinhas ainda existem grumetes, mas hoje suas posições são dignificadas.
Mais
o que quero destacar é que o Brasil em sua ‘certidão de nascimento’ tem um caso
de tráfico de influência, e uma adulação para conseguir uma ‘boquinha’ para um parente.
Uma
tristeza !!!
O
que adiantou consagrar as novas terras a Cristo?
Nada,
nadica de nada.
O
que adiantou celebrar uma missa, lembrando que ainda não havia ocorrido a
Reforma Protestante , que começou em 1571, e o catolicismo predominava na Europa?
Nada,
nadica de nada.
O
que adiantou o exaustivo trabalho do pastor Rubens Lopes, da Igreja Batista de Vila
Marina em São Paulo, viajando o Brasil de norte a sul de leste ao oeste com a campanha
nacional CRISTO, A ÚNICA ESPERANÇA em 1965?
Nada,
nadica de nada.
O
Brasil vive mergulhado na corrupção.
No
Brasil vale mesmo é o trafego de influência.
No
Brasil a meritocracia não tem vez, pois o que vale mesmo é a boquinha.
Não postulo que no Brasil seja instalada uma teocracia,” um sistema de governo que se submete às normas de uma religião específica, no caso o cristianismo, com regras que gerem as ações políticas, jurídicas, de conduta moral e ética, além da força policial deste modelo de governo estão baseadas em doutrinas religiosas oriundas da Reforma Protestante”.
Não
mesmo.
Não
sou louco.
Não
sou lunático.
Não
sou insano.
Viver numa teocracia é estar à mercê de fanáticos radicais.
Somos uma Nação democrática que em sua Constituição no Art. 5º, parágrafo VI, está escrito: “é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias” e assim devemos continuar.
A Criatura pode estra em grilhões,
mas se em sua consciência está instalada a noção clara de liberdade ela é livre.
Devemos repudiar toda e qualquer
doutrina que restringe a nossa LIBERDADE ...
Devemos permanecer livres SEMPRE...
Devemos assegurar “o livre exercício
dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de
culto e a suas liturgias”, para assim combatermos a Republica Corrupta que se estabeleceu
no Estado Brasileiro.
E tenho dito nesse 7 de setembro,
Dia da Pátria Amada, Brasil
Que o Senhor tenha piedade de nós, pobre
povo brasileiro.
Jorge Eduard Garcia.
Servo de Deus em Cristo Jesus e brasileiro.

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