Diáspora judaica (no hebraico
tefutzah, "dispersado", ou גלות
galut "exílio") refere-se a diversas expulsões forçadas dos judeus
pelo mundo e da consequente formação das comunidades judaicas fora do que hoje
é o Estado de Israel
Portanto, a Diáspora judaica
foi quando os judeus se espalharam pelo mundo, ocorreu na realidade por 2 vezes
1)se atribui o início da
primeira diáspora judaica ao ano de 722 a.C., quando o reino de Israel ao norte
é destruído pelos assírios e as dez tribos de Israel são levadas como cativas à
Assíria e Judá passa a pagar altíssimos impostos para evitar a invasão, CONTUDO
no ano de 586 a.C. Nabucodonosor, o
grande, que reinou de 605. até sua própria morte em 562 a.C. ou EC, invadiu o
Reino de Judá, destruindo a Jerusalém, e o Templo; e deportando os judeus para
a Babilônia.
Mas o que havia sido um
degredo imposto à força contribuiu para o florescimento do judaísmo. "Foi
durante o exílio que se impôs pela primeira vez a todos os judeus a prática
regular de sua religião", diz o historiador britânico Paul Johnson no
livro História dos Judeus.
2)A Segunda Diáspora
aconteceu muitos anos depois, no ano 70 d.C. Os romanos, em tempos do imperador
Adriano, destruíram Jerusalém, e isso acarretou
uma nova diáspora, fazendo os judeus agora sim irem para outros países da Ásia
Menor ou sul da Europa.
Essa Diáspora foi
consequência da Terceira guerra judaico-romana que aconteceu de 132–136, ou
Revolta de Barcoquebas, seu líder foi Simão Bar Kokhba daí o nome.
Simão Bar Kokhba segundo o
Talmud, teve sua cabeça cortada pelos romanos.
Com essa vitória os romanos
após um veredeiro massacre escravizaram
grande parte da população e suprimiram a religião judaica, para tanto , baniram os judeus de toda a Terra Santa, de
Jerusalém, e renomearam Judeia como Síria Palestina, daí hoje os árabes terem
constituído a Autoridade Palestina.
Obviamente, os que
conseguiram escapar entraram em uma verdadeira Diáspora.
No Talmude essa revolta ficou
é chamada "a guerra do
extermínio", pois, “ de fato, por
mais que a Diáspora Judaica se tivesse iniciado séculos antes é certo que a
guerra eliminou definitivamente qualquer possibilidade de renascimento de um
judaísmo centrado no Templo de Jerusalém e na sua casta sacerdotal, dando
origem, assim, ao judaísmo como uma expressão puramente religiosa e cultural, e
não mais política, situação está que se perpetuaria até o surgimento do
sionismo no século XIX, um movimento inicialmente de caráter religioso, mas que
pregava a volta dos judeus à Terra de
Israel, como forma de estreitar os laços culturais do povo judeu em torno de
sua religião e de sua cultura ancestral”, mas, falaremos dele oportunamente.
Destaco que a denominação Sionismo
se deve a Sião, nome do monte onde ficava o templo de Jerusalém.
“Com a destruição de Jerusalém
as comunidades judaicas estabelecidas nos países do leste Europeu ficaram
conhecidas como Ashkenazi, já os judeus do norte da África e da península
Ibérica ficaram conhecidos como Sefarditas”.
“ Os Sefarditas foram Expulsos de Espanha e Portugal no século XV,
migrando para os Países Baixos, Bálcãs, Anatólia e Palestina”.
“ Estimulados pela
colonização europeia, chegam ao continente americano”.
“ Chamo atenção que existe na
Etiópia a presença judaica é conhecida como Beta Israel”.
Não é segredo que tenho um
grande amor por Recife, a bela capital de Pernambuco, por ser a Terra onde
nasceu minha mãe, mas, também, fico
orgulhoso de ter sido o local da primeira Sinagoga de facto no Novo Mundo chefiada
pelo rabino Isaac Aboab da Fonseca a partir de em 1642. O rabino Aboab da
Fonseca foi intelectual sefardita português nascido em Castro Daire, uma vila portuguesa do distrito
de Viseu, situada na província da Beira Alta, em 1605 e falecido em Amsterdam em 1693 aos 88 anos.
Com a expulsão holandesa de
Recife o Rabino e os seus foram para “ o norte, tendo chegado à costa nordeste
dos atuais Estados Unidos, onde ajudaram a fundar um núcleo populacional que
levaria o nome de Nova Amsterdam, hoje cidade de Nova Iorque”, por isso NY é
tão pujante , pois, foi fundada por laboriosos holandeses e tenazes judeus.
Na Diáspora é uma questão de sobrevivência para
o povo judeu em geral a observância do Judaísmo
rabínico (do hebraico יהדות רבנית "Yahadut Rabanit" ). O Judaísmo rabínico
é o nome dado ao judaísmo tradicional, que aceita o Tanakh como revelação
divina e a Torá Oral também como fonte de autoridade. Recebe este nome devido
ao fato de dar grande valor aos ensinamentos rabínicos através dos tempos
codificados principalmente no Talmude .
Lembrando que o rabino é um professor,
mestre de religião, que ensina e auxilia
na aplicação da Lei Mosaica, que possui
a autoridade sobre a interpretação da Torá.
Ao contrário de líderes de
outros credos religiosos, o rabino não é um sacerdote e não goza de status
religioso especial, porém é altamente respeitado quando fala, quando emite
conceitos, ou seja, em suas funções.
“A palavra "Rabbi"
("Meu Mestre") deriva da raiz hebraica Rav, que no hebraico bíblico
significa "grande" ou "distinto em conhecimento”, por isso é o
rabino o condutor para a manutenção do Judaísmo no mundo.
“Existe o Rabinato Chefe de
Israel ( em hebraico : הָרַבָּנוּת הָרָאשִׁית לְיִשְׂרָאֵל , Ha Rabbanut Ha-Rashit Li-Yisra'el ) reconhecido como
a suprema autoridade rabínica para o judaísmo em Israel e o Conselho do Rabinato Chefe que responde a
questões enviadas pelo judeus em Diáspora”.
“ Os judeus são uma minoria em termos das
nações do mundo, e portanto devem sempre pensar em termos de autopreservação.
Onde quer que os judeus estejam, devem considerar-se num estado de mobilização
perpétua para proteger sua independência, não apenas naquilo que tange a eles
próprios, mas também naquilo que diz respeito ao povo judeu como um todo”.
Todavia “ ao longo desses
séculos apesar dos judeus se preocuparam em manter os traços de sua cultura e
religiosidade, muitos se perguntam por que vivem hoje em Diáspora ou Galut e indagam
se seria devido aos pecados de seus antepassados?”
Responde um Rabino responsável
pelo https://pt.chabad.org/:
Na verdade a Diáspora ou galut
é principalmente uma lapidação do povo e uma fase de ocultação que antecede
grandes revelações. A escravidão do Egito foi necessária para preparar
espiritualmente o povo para a outorga da Torá e nosso longo e demorado exílio
atual é uma preparação para a Era Messiânica, quando haverá uma Revelação
Divina no mundo, de forma muito elevada e que durará para a eternidade.
Quanto maior e mais tempo ela
durar, mais elevada e eterna será a redenção, principalmente na nossa época
antes da Era Messiânica, o exílio torna-se mais escuro, tal como antes do
amanhecer, a madrugada chega ao máximo de sua escuridão.
Que maravilha.
O que é a Era Messiânica?
“Era Messiânica é o futuro
período de tempo na Terra, no qual o Messias reinará e trará a paz universal e
amor fraternal, sem crime, guerra e pobreza, ou seja, na literatura talmúdica
Mashiach ou Melech Hamashiach, o Rei Messias, será um líder judaico, de carne e
osso, que redimirá Israel e trará a paz para o mundo”.
“ Para citar Maimônides, a
figura central intelectual pós judaísmo medieval e hoje é à 2ª autoridade no
que diz respeito à Lei dada a Moisés no Sinai, nos revela: ‘Mashiach reconstruirá
o Templo Sagrado, levará todos os judeus para Israel, e introduzirá uma era sem
fome, inveja, guerra ou doenças. A única ocupação da humanidade será então
conhecer a D’us, perceber Sua força criativa imbuída em todas as coisas”.
O que dizer ante esse ensinamento,
a não ser:
ALELUIA !!!
O Mashiach ou Melech
Hamashiach , o Rei Messias dos judeus é o nosso Jesus de Nazaré, o Cristo do
Deus Vivo, que voltará para nos levar para a Gloria na Eternidade tendo como
finalidade “ então conhecer a D’us, perceber Sua força criativa imbuída em
todas as coisas” e assim adora-Lo por toda Eternidade.
Óh Glória !!!
Que venha o fim definitivo
da Diáspora judaica para juntos, judeus e os verdadeiros seguidores do caminho
de Jesus, em uma só marcha celestial irmos
ao encontro do Criador e vivermos com Ele por toda Eternidade.
Amém.
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