Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas!
1886-94.
Por James Tissot,
Brooklyn Museum,
em Nova Iorque.
Domínio público.
Ele passou parte de sua vida
na Inglaterra, onde foi apreciado como um pintor da alta sociedade da era
vitoriana .
Depois de estudar na École des
Beaux-Arts de Paris , expôs obras bastante tradicionais no Salão de 1859 antes
de se tornar o pintor de telas femininas e da sociedade social no final do
Segundo Império . Após a guerra de 1870 e a Comuna de Paris , mudou-se para
Londres em 1871, onde teve um brilhante sucesso como pintor de elegância
feminina e como caricaturista para a Vanity Fair .
Em 1888, enquanto estudava uma
tela na igreja de Saint-Sulpice em Paris para captar a atmosfera dela 23 ,
James Tissot teve uma revelação religiosa que o levou a dedicar o fim de sua
vida à ilustração da Bíblia .
Para tanto, viajou (em 1886,
1889 e 1896) pelo Oriente Médio, na Palestina e em Jerusalém em particular,
para descobrir as paisagens e os habitantes cujos retratos ele desenhou.
Sua série de 365 guaches
ilustrando a vida de Cristo foi entusiasticamente recebida em exposições em
Paris (1894-1895 24 ), Londres (1896) e Nova York (1898-1899), antes de ser
adquirida pelo Museu do Brooklynem 1900 .
Essas obras foram transmitidas
com grande sucesso em francês em 1896-1897 e em inglês em 1897-1898. James
Tissot passou os últimos anos de sua vida trabalhando em temas do Antigo
Testamento : as pinturas cuja série não
foi concluída estão agora no Museu Judaico de Nova York
James Tissot terminou sua vida
no castelo da família de Buillon em Doubs,
morrendo em 8 de agosto de 1902. Sua notoriedade é maior na Inglaterra
ou na América do que na França e dizem que ele esteve mais presente nas
histórias do figurino do que nas histórias da pintura .
A Arca da Aliança Cruzando o Jordão
Museu Judaico de
Nova York
Tissot : 1896-1902
Domínio público.
O outro partido político-religioso
na Terra Santa nos tempos de Jesus era o dos Fariseus.
Era o partido do povão.
"Fariseu" é derivado
do grego Pharisaios ( Φαρισαῖος ), a partir
de aramaico Pərīšā ( Hebrew : פְּרִישָׁא ), plural Pərīšayyā ( Hebrew : פְּרִישַׁיָּא
), significando "separado, separada".
Rabino Shaye JD Cohen (nascido
em 21 de outubro de 1948), recebeu seu diploma de graduação da Yeshiva
University na cidade de Nova York . , seu MA do Jewish Theological Seminary e
seu Ph.D. em História Antiga , com distinção, pela Universidade de Columbia em
1975.
Como rabino ordenado foi
Reitor da Escola de Pós-Graduação e Professor Shenkman de História Judaica no
Seminário Teológico Judaico na cidade de Nova York.
Antes de chegar a Harvard em
julho de 2001, foi por dez anos o Professor Samuel Ungerleider de Estudos
Judaicos e Professor de Estudos Religiosos na Brown University .
Afirma que:
"Praticamente todos os
estudiosos agora concordam que o nome" fariseu "deriva do hebraico e
do aramaico parush ou persushi” - Cohen, Shaye JD (1987). Dos Macabeus à Mishná
. The Westminster Press.
É com essa interpretação do
rabino Cohen é que fico.
Pietà Bandini ,
Michelangelo
Buonarroti , datável de cerca de 1547 - 1555 , uma das últimas esculturas
produzidas pelo artista, que teria incluído seu próprio autorretrato na figura
de Nicodemos .
Nel Museo
dell'Opera del Duomo di Firenze
A presença dos fariseus é
constante no Novo Testamento, já que
suas hostilidades a Jesus são muito bem documentadas nos Evangelhos.
Alguns Fariseus que acreditaram
em Jesus:
Paulo, o fariseu Saulo de Tarso
da Escola de Gamaliel;
Nicodemus: fariseu, membro da Sinédrio,
mencionado três vezes no Evangelho de João-
João 3: 1–21, João 7: 50–51, João 19: 39-42).
NOTA: Eu tenho inveja de
Nicodemos, pois ele carregou o Corpo de meu Redentor e o sepultou com todo amor
e devoção.
José de Arimatéia: discípulo secreto
de Jesus que "pediu a Pilatos que levasse o corpo de Jesus, e Pilatos lhe
deu permissão". José imediatamente comprou uma mortalha de linho ( Marcos
15:46 ) e foi ao Gólgota para tirar o corpo de Jesus da cruz. Lá, de acordo com
João 19: 39-40 , José e Nicodemus pegaram o corpo e o envolveram em panos de
linho com as especiarias que Nicodemus havia comprado”.
Acredito que houve mais, porém
não são citados nas Sagradas Escritura.
Os conflitos entre os fariseus
e os saduceus eram constantes, mas foram agravados com a “conquista romana”.
O grande conflito religioso
envolvia as interpretações da Torá ,
pois os saduceus só aceitavam a Torá
Escrita, com uma influência marcante da filosofia grega, e rejeitavam a Torá Oral
e suas doutrinas defendidas pelos
fariseus,
De mais a mais havia o
problema de os saduceus serem os responsáveis pelos trabalhos no Templo e ele-
os fariseus- não.
Acreditar na Ressureição dos
Mortos era e é fundamental para o Ser Humano , assim enquanto os fariseus acreditavam
os saduceus a rejeitavam.
Nota: “ Os fariseus pregavam o julgamento futuro com
a ressurreição dos mortos, aceitavam e falavam dos anjos e nos demônios, na
vinda do rei Messias Guerreiro que implantaria no mundo o modo farisaico de vê-lo
com seus princípios, usos e costumes.
No Cativeiro da Babilônia
obviamente não havia o Templo de Salomão e os judeus passaram a ser reunir em
casas dos seus para as orações e para a leitura das Escritura conforme nos esclarece
a http://www.jewishencyclopedia.com/articles/14160-synagogue.
No primeiro século de nossa
Era havia cerca de 480 sinagogas espalhadas pela Terra Santa e eram os fariseus
os seus mestres “ o que os favoreceu como elemento de influência dentro do
judaísmo não só no período do Templo como após sua destruição.
NOTA: Gostaria de dar um
testemunho:
Nas ruinas da Sinagoga Branca
de Cafarnaum, localizada a aproximadamente 2-3 km a oeste de Cafarnaum, na
Galileia, erigida entre os séculos II e IV d.C. ou EC, no mesmo local onde
antes Jesus ensinara, foi o local onde vi e senti toda a Glória de Deus.
Já estava eu afastado do local
quando comecei a ouvir um cântico de Louvor.
Um Louvor tão belo que parecia
que os anjos do Senhor o estavam entoando.
Me veio ao coração a passagem do
Apocalipse 4 onde seres especiais “dia e noite proclamam sem cessar: “Santo,
santo, santo é o Senhor Deus, o Todo-Poderoso, Aquele que era, que é e que há
de vir!” e eu corri, corri como nunca havia corrido em minha vida.
Um moço que estava atras de
mim, passou mais rápido em direção a Sinagoga Branca, pois ele, também, havia
ouvido.
O Sol que estava radiante
brilhou mais forte naquela Terra Santa e eu me emocionei.
Ao chegar nas ruinas me
deparei com um grupo de casais de certa idade cantando e louvando a Deus e a
nosso Senhor Jesus Cristo.
Foi lindo e ainda é lindo,
pois aquela cena ainda está viva em mim.
Chorei como menino pequeno
chora de fome.
Senti a Santa Presença.
Posso afirmar pela minha Fé
que foi o local em Israel que mais senti a presença de Adonai, do Deus Criador.
Em estado de graça voltei para
junto de Thereza Christina e deu meu grupo, mas sem palavras para descrever o
que vi e senti.
Mas...
A vida após a morte sempre foi
um problema, uma grande incógnita , para a Humanidade.
Eu fico com as palavras do
Credo:
“... na remissão dos pecados
na ressurreição da carne e na vida eterna. Amém”.
Creio, mesmo.
Segundo a “ Antiguidade dos
Judeus’ havia 6.000 fariseus na Terra Santa nos tempos de Jesus, formando um
grupo “ que obedecia a leis religiosas rígidas, que não mantinham relações com
os não-crentes ou com os judeus estranhos ao seu próprio grupo, e foram
considerados hipócritas muitas vezes pelo próprio Jesus”.
Os fariseus, que, também,
tiraram proveitos políticos em tempos da rainha Salomé Alexandra, criticavam os
saduceus por suas posições no Templo, conspurcado por Herodes e os seus, mas ,
eram passiveis de críticas
como as feitas pelo Mestre dos mester, Jesus de Nazaré, o Cristo do Deus Vivo.
Copiando o autor anônimo que
alerta que as “ críticas em si são todas
contra a hipocrisia”:
1. Hipocrisia:
eles ensinam sobre Deus, mas não O amam - eles não entraram no Reino de Deus e
também não deixam que outros entrem (Mateus 23:13-14).
Texto bíblico:
Mas ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que fechais aos homens o
reino dos céus; e nem vós entrais nem deixais entrar aos que estão entrando.
Ai de vós,
escribas e fariseus, hipócritas! pois que devorais as casas das viúvas, sob
pretexto de prolongadas orações; por isso sofrereis mais rigoroso juízo.
2. Hipocrisia:
eles pregam sobre Deus, mas converteram pessoas para uma religião morta,
fazendo assim dos prosélitos duas vezes mais filhos do geena (inferno) do que
eles próprios (Mateus 23:15).
Texto bíblico:
Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que percorreis o mar e a terra
para fazer um prosélito; e, depois de o terdes feito, o fazeis filho do inferno
duas vezes mais do que vós.
3. Hipocrisia:
eles ensinaram que um juramento feito no templo ou no altar não tem efeito, mas
se jurado sobre a ornamentação de ouro do templo ou sobre um sacrifício
ofertado no altar, tem efeito. O ouro e as oferendas, porém, não são sagradas
como o templo e o altar são, mas derivam apenas uma medida menor do sagrado por
estarem conectadas a eles. Os doutores e fariseus adoravam no templo e
ofertavam sacrifícios no altar porque eles sabiam que o templo e o altar eram
sagrados. Como eles poderiam então negar o efeito dos juramentos do que era
verdadeiramente sagrado e reconhecer este mesmo efeito em objetos triviais,
cuja santidade é derivada? (Mateus 23:16-22).
Texto bíblico:
Ai de vós, condutores cegos! pois que dizeis: Qualquer que jurar pelo templo,
isso nada é; mas o que jurar pelo ouro do templo, esse é devedor.
Insensatos
e cegos! Pois qual é maior: o ouro, ou o templo, que santifica o ouro?
E aquele
que jurar pelo altar isso nada é; mas aquele que jurar pela oferta que está
sobre o altar, esse é devedor.
Insensatos
e cegos! Pois qual é maior: a oferta, ou o altar, que santifica a oferta?
Portanto, o
que jurar pelo altar, jura por ele e por tudo o que sobre ele está;
E, o que
jurar pelo templo, jura por ele e por aquele que nele habita;
E, o que
jurar pelo céu, jura pelo trono de Deus e por aquele que está assentado nele.
4. Hipocrisia:
eles ensinavam a Lei, mas não praticavam algumas das mais importantes partes
dela - justiça, misericórdia, fé em Deus. Eles obedeciam às minúcias da Lei -
como a forma de tratar os temperos - mas não o significado principal da Lei
(Mateus 23:23-24).
5. Texto
bíblico: Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que dizimais a
hortelã, o endro e o cominho, e desprezais o mais importante da lei, o juízo, a
misericórdia e a fé; deveis, porém, fazer estas coisas, e não omitir aquelas. Condutores
cegos! que coais um mosquito e engolis um camelo.
6. Hipocrisia:
eles se apresentavam como "puros" (autocontidos, não envolvidos com
assuntos carnais), mas estavam impuros por dentro: abundava neles os desejos
terrenos e carnalidade. Eles estavam cheios de "rapina e de
intemperança" (Mateus 23:25-26).
Texto bíblico:
Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que limpais o exterior do copo
e do prato, mas o interior está cheio de rapina e de intemperança.
Fariseu
cego! limpa primeiro o interior do copo e do prato, para que também o exterior
fique limpo.
7. Hipocrisia:
eles se mostravam como justos por serem escrupulosos seguidores da Lei, mas na
verdade não eram justos: a máscara de justiça escondia um mundo secreto de
pensamentos e atos indignos. Eram " semelhantes aos sepulcros caiados
[branqueados com cal], que por fora parecem realmente vistosos, mas por dentro
estão cheios de ossos de mortos e de toda a imundícia" (Mateus 23:27-28).
Texto bíblico:
Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que sois semelhantes aos
sepulcros caiados, que por fora realmente parecem formosos, mas interiormente
estão cheios de ossos de mortos e de toda a imundícia. Assim também vós
exteriormente pareceis justos aos homens, mas interiormente estais cheios de
hipocrisia e de iniquidade.
8. Hipocrisia:
eles professavam um grande respeito pelos profetas já mortos do passado e
alegavam que jamais os teriam perseguido e matado, quando na verdade eles são
farinha do mesmo saco que os perseguidores e assassinos: eles também tinham o
sangue dos assassinos em suas veias (Mateus 23:29-36).
Texto bíblico:
Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que edificais os sepulcros dos
profetas e adornais os monumentos dos justos, E dizeis: Se existíssemos no
tempo de nossos pais, nunca nos associaríamos com eles para derramar o sangue
dos profetas.
Assim, vós
mesmos testificais que sois filhos dos que mataram os profetas.
Enchei vós,
pois, a medida de vossos pais.
Serpentes,
raça de víboras! como escapareis da condenação do inferno?
Portanto,
eis que eu vos envio profetas, sábios e escribas; a uns deles matareis e
crucificareis; e a outros deles açoitareis nas vossas sinagogas e os
perseguireis de cidade em cidade; para que sobre vós caia todo o sangue justo,
que foi derramado sobre a terra, desde o sangue de Abel, o justo, até ao sangue
de Zacarias, filho de Baraquias, que matastes entre o santuário e o altar.
Em verdade
vos digo que todas estas coisas hão de vir sobre esta geração.
Preciso dizer mais alguma
coisa?
Chamo atenção que críticas
feitas por Jesus contra os escribas, fariseus e doutores da Lei que aparecem em
Lucas 11:37-54, Lucas 20:45-47 e em Mateus 23:1-39. Em Marcos 12:35-40 aparecem
críticas sobre os escribas.
Do anônimo:
“ Jesus retrata os fariseus
como atentos com o que é visível, a observância ritual de minúcias, e que os
faz parecer justos e virtuosos por fora, sem preocupações com o que é interno.
E este comportamento fez com que eles negligenciassem a ajuda aos que
necessitam - «Atam fardos pesados e põem-nos sobre os ombros dos homens,
entretanto eles mesmos nem com o dedo querem movê-los.» (Mateus 23: 2 -8 ).
Texto bíblico: Dizendo: Na
cadeira de Moisés estão assentados os escribas e fariseus.
Todas as coisas, pois, que vos
disserem que observeis, observai-as e fazei-as; mas não procedais em
conformidade com as suas obras, porque dizem e não fazem; Pois atam fardos
pesados e difíceis de suportar, e os põem aos ombros dos homens; eles, porém,
nem com seu dedo querem movê-los; E fazem todas as obras a fim de serem vistos
pelos homens; pois trazem largos filactérios, e alargam as franjas das suas
vestes, E amam os primeiros lugares nas ceias e as primeiras cadeiras nas
sinagogas, e as saudações nas praças, e
o serem chamados pelos homens; Rabi, Rabi.
Vós, porém, não queirais ser
chamados Rabi, porque um só é o vosso Mestre, a saber, o Cristo, e todos vós
sois irmãos.
A citação do Mestre em Mateus
23:27 “ Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que sois semelhantes
aos sepulcros caiados, que por fora realmente parecem formosos, mas
interiormente estão cheios de ossos de mortos e de toda a imundícia” que deu
origem ao dito popular “ por fora, bela viola. Por dentro, pão bolorento” é uma
lição de vida importantíssima, pois o que mais deparamos nessa existência são
pessoas que por fora são belas, mas suas ações demostram que dentro delas são existe
a perfídia, perversidade, deslealdade, traição, falsidade, etc. e tal...
Chamo atenção de que os escribas
eram homens considerados doutores, mestres especializados no estudo da Torá e
na aplicação da Lei Mosaica.
Já os fariseus, a maioria não eram sacerdotes, mas
participavam voluntariamente dos cerimoniais religiosos e praticavam diversos
rituais
“ Os sábios do Talmud veem uma ligação direta
entre eles e os fariseus, e os historiadores geralmente consideram o judaísmo
farisaico como o progenitor do judaísmo rabínico , ou seja, o judaísmo
dominante após a destruição do Segundo templo. Todas as formas dominantes do
judaísmo hoje se consideram herdeiras do judaísmo rabínico e, em última
instância, dos fariseus”.
Se isso for verdade absoluta,
que eu não vejo, os fariseus até o dia de Hoje contribuem através dos ensinamentos
de certos rabinos e mesmo posições políticas no Estado de Israel para a perpetuação
da lamentável cisão entre os cristãos verdadeiros seguidores do Caminho de
Jesus, do Caminho amoroso do Divino Mestre, e os Filhos de Yaacov, os meus
queridos judeus.
Nenhum comentário:
Postar um comentário