quarta-feira, 8 de dezembro de 2021

14 de novembro Os Fariseus.

 


Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas!

1886-94.

Por James Tissot,

Brooklyn Museum, em Nova Iorque.

Domínio público.

 James Tissot , pseudônimo de Jacques-Joseph Tissot , nascido em Nantes em15 de outubro de 1836e morreu em Chenecey-Buillon em8 de agosto de 1902É pintor e gravador francês .

Ele passou parte de sua vida na Inglaterra, onde foi apreciado como um pintor da alta sociedade da era vitoriana .

Depois de estudar na École des Beaux-Arts de Paris , expôs obras bastante tradicionais no Salão de 1859 antes de se tornar o pintor de telas femininas e da sociedade social no final do Segundo Império . Após a guerra de 1870 e a Comuna de Paris , mudou-se para Londres em 1871, onde teve um brilhante sucesso como pintor de elegância feminina e como caricaturista para a Vanity Fair .

Em 1888, enquanto estudava uma tela na igreja de Saint-Sulpice em Paris para captar a atmosfera dela 23 , James Tissot teve uma revelação religiosa que o levou a dedicar o fim de sua vida à ilustração da Bíblia .

Para tanto, viajou (em 1886, 1889 e 1896) pelo Oriente Médio, na Palestina e em Jerusalém em particular, para descobrir as paisagens e os habitantes cujos retratos ele desenhou.

Sua série de 365 guaches ilustrando a vida de Cristo foi entusiasticamente recebida em exposições em Paris (1894-1895 24 ), Londres (1896) e Nova York (1898-1899), antes de ser adquirida pelo Museu do Brooklynem 1900 .

Essas obras foram transmitidas com grande sucesso em francês em 1896-1897 e em inglês em 1897-1898. James Tissot passou os últimos anos de sua vida trabalhando em temas do Antigo Testamento  : as pinturas cuja série não foi concluída estão agora no Museu Judaico de Nova York

James Tissot terminou sua vida no castelo da família de Buillon em Doubs,  morrendo em 8 de agosto de 1902. Sua notoriedade é maior na Inglaterra ou na América do que na França e dizem que ele esteve mais presente nas histórias do figurino do que nas histórias da pintura .

 

 

A Arca da Aliança Cruzando o Jordão

Museu Judaico de Nova York

Tissot : 1896-1902

Domínio público.

 

O outro partido político-religioso na Terra Santa nos tempos de Jesus era o dos Fariseus.

Era o partido do povão.

"Fariseu" é derivado do grego Pharisaios ( Φαρισαῖος ),  a partir de aramaico Pərīšā ( Hebrew : פְּרִישָׁא ), plural Pərīšayyā ( Hebrew : פְּרִישַׁיָּא ), significando "separado, separada".

Rabino Shaye JD Cohen (nascido em 21 de outubro de 1948), recebeu seu diploma de graduação da Yeshiva University na cidade de Nova York . , seu MA do Jewish Theological Seminary e seu Ph.D. em História Antiga , com distinção, pela Universidade de Columbia em 1975.

Como rabino ordenado foi Reitor da Escola de Pós-Graduação e Professor Shenkman de História Judaica no Seminário Teológico Judaico na cidade de Nova York.

Antes de chegar a Harvard em julho de 2001, foi por dez anos o Professor Samuel Ungerleider de Estudos Judaicos e Professor de Estudos Religiosos na Brown University .

Afirma que:

"Praticamente todos os estudiosos agora concordam que o nome" fariseu "deriva do hebraico e do aramaico parush ou persushi” - Cohen, Shaye JD (1987). Dos Macabeus à Mishná . The Westminster Press.

É com essa interpretação do rabino Cohen é que fico.

 

 

Pietà Bandini ,

Michelangelo Buonarroti , datável de cerca de 1547 - 1555 , uma das últimas esculturas produzidas pelo artista, que teria incluído seu próprio autorretrato na figura de Nicodemos .

Nel Museo dell'Opera del Duomo di Firenze

 

A presença dos fariseus é constante  no Novo Testamento, já que suas hostilidades a Jesus são muito bem documentadas nos Evangelhos.

Alguns Fariseus que acreditaram em Jesus:

Paulo, o fariseu Saulo de Tarso da Escola de Gamaliel;

Nicodemus: fariseu, membro da Sinédrio, mencionado três vezes  no Evangelho de João- João 3: 1–21, João 7: 50–51, João 19: 39-42).

NOTA: Eu tenho inveja de Nicodemos, pois ele carregou o Corpo de meu Redentor e o sepultou com todo amor e devoção.

José de Arimatéia: discípulo secreto de Jesus que "pediu a Pilatos que levasse o corpo de Jesus, e Pilatos lhe deu permissão". José imediatamente comprou uma mortalha de linho ( Marcos 15:46 ) e foi ao Gólgota para tirar o corpo de Jesus da cruz. Lá, de acordo com João 19: 39-40 , José e Nicodemus pegaram o corpo e o envolveram em panos de linho com as especiarias que Nicodemus havia comprado”.

Acredito que houve mais, porém não são citados nas Sagradas Escritura.

Os conflitos entre os fariseus e os saduceus eram constantes, mas foram agravados com a “conquista romana”.

O grande conflito religioso envolvia as  interpretações da Torá , pois os saduceus só aceitavam  a Torá Escrita, com uma influência marcante da filosofia grega, e rejeitavam a Torá Oral e suas  doutrinas defendidas pelos fariseus,

De mais a mais havia o problema de os saduceus serem os responsáveis pelos trabalhos no Templo e ele- os fariseus- não.

Acreditar na Ressureição dos Mortos era e é fundamental para o Ser Humano , assim enquanto os fariseus acreditavam os saduceus a rejeitavam.

Nota: “  Os fariseus pregavam o julgamento futuro com a ressurreição dos mortos, aceitavam e falavam dos anjos e nos demônios, na vinda do rei Messias Guerreiro que implantaria no mundo o modo farisaico de vê-lo com seus princípios, usos e costumes.

No Cativeiro da Babilônia obviamente não havia o Templo de Salomão e os judeus passaram a ser reunir em casas dos seus para as orações e para a leitura das Escritura conforme nos esclarece a http://www.jewishencyclopedia.com/articles/14160-synagogue.

No primeiro século de nossa Era havia cerca de 480 sinagogas espalhadas pela Terra Santa e eram os fariseus os seus mestres “ o que os favoreceu como elemento de influência dentro do judaísmo não só no período do Templo como após sua destruição.

 

NOTA: Gostaria de dar um testemunho:

Nas ruinas da Sinagoga Branca de Cafarnaum, localizada a aproximadamente 2-3 km a oeste de Cafarnaum, na Galileia, erigida entre os séculos II e IV d.C. ou EC, no mesmo local onde antes Jesus ensinara, foi o local onde vi e senti toda a Glória de Deus.

Já estava eu afastado do local quando comecei a ouvir um cântico de Louvor.

Um Louvor tão belo que parecia que os anjos do Senhor o estavam entoando.

Me veio ao coração a passagem do Apocalipse 4 onde seres especiais “dia e noite proclamam sem cessar: “Santo, santo, santo é o Senhor Deus, o Todo-Poderoso, Aquele que era, que é e que há de vir!” e eu corri, corri como nunca havia corrido em minha vida.

Um moço que estava atras de mim, passou mais rápido em direção a Sinagoga Branca, pois ele, também, havia ouvido.

O Sol que estava radiante brilhou mais forte naquela Terra Santa e eu me emocionei.

Ao chegar nas ruinas me deparei com um grupo de casais de certa idade cantando e louvando a Deus e a nosso Senhor Jesus Cristo.

Foi lindo e ainda é lindo, pois aquela cena ainda está viva em mim.

Chorei como menino pequeno chora de fome.

Senti a Santa Presença.

Posso afirmar pela minha Fé que foi o local em Israel que mais senti a presença de Adonai, do Deus Criador.

Em estado de graça voltei para junto de Thereza Christina e deu meu grupo, mas sem palavras para descrever o que vi e senti.

 

Mas...

A vida após a morte sempre foi um problema, uma grande incógnita , para a Humanidade.  

Eu fico com as palavras do Credo:

“... na remissão dos pecados na ressurreição da carne e na vida eterna. Amém”.

Creio, mesmo.

Segundo a “ Antiguidade dos Judeus’ havia 6.000 fariseus na Terra Santa nos tempos de Jesus, formando um grupo “ que obedecia a leis religiosas rígidas, que não mantinham relações com os não-crentes ou com os judeus estranhos ao seu próprio grupo, e foram considerados hipócritas muitas vezes pelo próprio Jesus”.

Os fariseus, que, também, tiraram proveitos políticos em tempos da rainha Salomé Alexandra, criticavam os saduceus por suas posições no Templo, conspurcado por Herodes e os seus, mas ,

eram passiveis de críticas como as feitas pelo Mestre dos mester, Jesus de Nazaré, o Cristo do Deus Vivo.

Copiando o autor anônimo que alerta que as “  críticas em si são todas contra a hipocrisia”:

1.       Hipocrisia: eles ensinam sobre Deus, mas não O amam - eles não entraram no Reino de Deus e também não deixam que outros entrem (Mateus 23:13-14).

Texto bíblico: Mas ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que fechais aos homens o reino dos céus; e nem vós entrais nem deixais entrar aos que estão entrando.

Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que devorais as casas das viúvas, sob pretexto de prolongadas orações; por isso sofrereis mais rigoroso juízo.

2.       Hipocrisia: eles pregam sobre Deus, mas converteram pessoas para uma religião morta, fazendo assim dos prosélitos duas vezes mais filhos do geena (inferno) do que eles próprios (Mateus 23:15).

Texto bíblico: Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que percorreis o mar e a terra para fazer um prosélito; e, depois de o terdes feito, o fazeis filho do inferno duas vezes mais do que vós.

3.       Hipocrisia: eles ensinaram que um juramento feito no templo ou no altar não tem efeito, mas se jurado sobre a ornamentação de ouro do templo ou sobre um sacrifício ofertado no altar, tem efeito. O ouro e as oferendas, porém, não são sagradas como o templo e o altar são, mas derivam apenas uma medida menor do sagrado por estarem conectadas a eles. Os doutores e fariseus adoravam no templo e ofertavam sacrifícios no altar porque eles sabiam que o templo e o altar eram sagrados. Como eles poderiam então negar o efeito dos juramentos do que era verdadeiramente sagrado e reconhecer este mesmo efeito em objetos triviais, cuja santidade é derivada? (Mateus 23:16-22).

Texto bíblico: Ai de vós, condutores cegos! pois que dizeis: Qualquer que jurar pelo templo, isso nada é; mas o que jurar pelo ouro do templo, esse é devedor.

Insensatos e cegos! Pois qual é maior: o ouro, ou o templo, que santifica o ouro?

E aquele que jurar pelo altar isso nada é; mas aquele que jurar pela oferta que está sobre o altar, esse é devedor.

Insensatos e cegos! Pois qual é maior: a oferta, ou o altar, que santifica a oferta?

Portanto, o que jurar pelo altar, jura por ele e por tudo o que sobre ele está;

E, o que jurar pelo templo, jura por ele e por aquele que nele habita;

E, o que jurar pelo céu, jura pelo trono de Deus e por aquele que está assentado nele.

4.       Hipocrisia: eles ensinavam a Lei, mas não praticavam algumas das mais importantes partes dela - justiça, misericórdia, fé em Deus. Eles obedeciam às minúcias da Lei - como a forma de tratar os temperos - mas não o significado principal da Lei (Mateus 23:23-24).

5.       Texto bíblico: Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que dizimais a hortelã, o endro e o cominho, e desprezais o mais importante da lei, o juízo, a misericórdia e a fé; deveis, porém, fazer estas coisas, e não omitir aquelas. Condutores cegos! que coais um mosquito e engolis um camelo.

6.       Hipocrisia: eles se apresentavam como "puros" (autocontidos, não envolvidos com assuntos carnais), mas estavam impuros por dentro: abundava neles os desejos terrenos e carnalidade. Eles estavam cheios de "rapina e de intemperança" (Mateus 23:25-26).

Texto bíblico: Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que limpais o exterior do copo e do prato, mas o interior está cheio de rapina e de intemperança.

Fariseu cego! limpa primeiro o interior do copo e do prato, para que também o exterior fique limpo.

7.       Hipocrisia: eles se mostravam como justos por serem escrupulosos seguidores da Lei, mas na verdade não eram justos: a máscara de justiça escondia um mundo secreto de pensamentos e atos indignos. Eram " semelhantes aos sepulcros caiados [branqueados com cal], que por fora parecem realmente vistosos, mas por dentro estão cheios de ossos de mortos e de toda a imundícia" (Mateus 23:27-28).

Texto bíblico: Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que sois semelhantes aos sepulcros caiados, que por fora realmente parecem formosos, mas interiormente estão cheios de ossos de mortos e de toda a imundícia. Assim também vós exteriormente pareceis justos aos homens, mas interiormente estais cheios de hipocrisia e de iniquidade.

8.       Hipocrisia: eles professavam um grande respeito pelos profetas já mortos do passado e alegavam que jamais os teriam perseguido e matado, quando na verdade eles são farinha do mesmo saco que os perseguidores e assassinos: eles também tinham o sangue dos assassinos em suas veias (Mateus 23:29-36).

Texto bíblico: Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que edificais os sepulcros dos profetas e adornais os monumentos dos justos, E dizeis: Se existíssemos no tempo de nossos pais, nunca nos associaríamos com eles para derramar o sangue dos profetas.

Assim, vós mesmos testificais que sois filhos dos que mataram os profetas.

Enchei vós, pois, a medida de vossos pais.

Serpentes, raça de víboras! como escapareis da condenação do inferno?

Portanto, eis que eu vos envio profetas, sábios e escribas; a uns deles matareis e crucificareis; e a outros deles açoitareis nas vossas sinagogas e os perseguireis de cidade em cidade; para que sobre vós caia todo o sangue justo, que foi derramado sobre a terra, desde o sangue de Abel, o justo, até ao sangue de Zacarias, filho de Baraquias, que matastes entre o santuário e o altar.

Em verdade vos digo que todas estas coisas hão de vir sobre esta geração.

Preciso dizer mais alguma coisa?

Chamo atenção que críticas feitas por Jesus contra os escribas, fariseus e doutores da Lei que aparecem em Lucas 11:37-54, Lucas 20:45-47 e em Mateus 23:1-39. Em Marcos 12:35-40 aparecem críticas sobre os escribas.

Do anônimo:

“ Jesus retrata os fariseus como atentos com o que é visível, a observância ritual de minúcias, e que os faz parecer justos e virtuosos por fora, sem preocupações com o que é interno. E este comportamento fez com que eles negligenciassem a ajuda aos que necessitam - «Atam fardos pesados e põem-nos sobre os ombros dos homens, entretanto eles mesmos nem com o dedo querem movê-los.» (Mateus 23: 2 -8 ).

Texto bíblico: Dizendo: Na cadeira de Moisés estão assentados os escribas e fariseus.

Todas as coisas, pois, que vos disserem que observeis, observai-as e fazei-as; mas não procedais em conformidade com as suas obras, porque dizem e não fazem; Pois atam fardos pesados e difíceis de suportar, e os põem aos ombros dos homens; eles, porém, nem com seu dedo querem movê-los; E fazem todas as obras a fim de serem vistos pelos homens; pois trazem largos filactérios, e alargam as franjas das suas vestes, E amam os primeiros lugares nas ceias e as primeiras cadeiras nas sinagogas, e  as saudações nas praças, e o serem chamados pelos homens; Rabi, Rabi.

Vós, porém, não queirais ser chamados Rabi, porque um só é o vosso Mestre, a saber, o Cristo, e todos vós sois irmãos.

 

A citação do Mestre em Mateus 23:27 “ Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que sois semelhantes aos sepulcros caiados, que por fora realmente parecem formosos, mas interiormente estão cheios de ossos de mortos e de toda a imundícia” que deu origem ao dito popular “ por fora, bela viola. Por dentro, pão bolorento” é uma lição de vida importantíssima, pois o que mais deparamos nessa existência são pessoas que por fora são belas, mas suas ações demostram que dentro delas são existe a perfídia, perversidade, deslealdade, traição, falsidade,  etc. e tal...

 

Chamo atenção de que os escribas eram homens considerados doutores, mestres especializados no estudo da Torá e na aplicação da Lei Mosaica.

Já os  fariseus, a maioria não eram sacerdotes, mas participavam voluntariamente dos cerimoniais religiosos e praticavam diversos rituais

 “ Os sábios do Talmud veem uma ligação direta entre eles e os fariseus, e os historiadores geralmente consideram o judaísmo farisaico como o progenitor do judaísmo rabínico , ou seja, o judaísmo dominante após a destruição do Segundo templo. Todas as formas dominantes do judaísmo hoje se consideram herdeiras do judaísmo rabínico e, em última instância, dos fariseus”.

Se isso for verdade absoluta, que eu não vejo, os fariseus até o dia de Hoje contribuem através dos ensinamentos de certos rabinos e mesmo posições políticas no Estado de Israel para a perpetuação da lamentável cisão entre os cristãos verdadeiros seguidores do Caminho de Jesus, do Caminho amoroso do Divino Mestre, e os Filhos de Yaacov, os meus queridos judeus.

 

 

 

 


Nenhum comentário:

Postar um comentário