quarta-feira, 15 de dezembro de 2021

Belém que deixava a desejar, mas nela nasceu meu Redentor


Belém...

 

‘Eu sou o pão da vida’, palavras de Jesus em João 6:48, portanto ter sido Belém a cidade natal de nosso Redentor está mais que explicado, pois Belém significa “Casa do Pão”,

Existe uma teoria de que foi a cidade do deus cananeu da fertilidade Laḫmu, mas essa não se sustenta e a Bíblia Hebraica, que diz que a cidade de Belém foi construída como uma cidade fortificada por Roboão.

Localizada na Região Montanhosa de Judá sua porta principal ficava de frente para a estrada que levava a Hebron e de lá para o Egito, em uma altitude de cerca de 775 metros (2.543 pés) acima do nível do mar, 30 metros (98 pés) mais alta do que a vizinha Jerusalém, a 73 quilômetros (45 milhas) do Mar Mediterrâneo,

Belém Efrata, Belém de Judá, Belém da Judeia, Cidade de David.

Em 2012, para corroborar com o nome de Cidade de David temos uma descoberta arqueológica muito importante, pois foi a confirmação de que Belém era e é a Cidade de David.

“Foi encontrada um selo em argila seca, escrito em hebraico antiga que diz "Da cidade de Belém para o Rei ", indicando que esse sele foi usado para lacrar o cordão que fechava as remessas de grãos, de vinhos ou outras mercadorias enviadas como pagamento de imposto no século VIII ou VII a.C. ou AEC.” 

Continuemos...

David lutava contra os “inimigos do Senhor”, escondido na Caverna de Adulão, e...:

Davi estava então num lugar forte, e a guarnição dos filisteus em Belém.

E teve Davi desejo, e disse: Quem me dera beber da água da cisterna de Belém, que está junto à porta!

Então aqueles três poderosos romperam pelo arraial dos filisteus, e tiraram água da cisterna de Belém, que está junto à porta, e a tomaram, e a trouxeram a Davi; porém ele não a quis beber, mas derramou-a perante o Senhor.

2 Samuel 23:14-16

Continuemos...

 As fontes das Águas de Belém ainda lá estão, mas não tive oportunidade de beber delas em minha peregrinação pela Terra Santa...uma tristeza.

Em Belém estão:

1.       A Tumba de Rachel;

2.       A gruta da Natividade – Adriano, imperador romano de 117 a 138 d. C. ou EC, tinha um catamita (amante homossexual passivo que mantinha uma relação de pederastia) de nome Antínoo, nascido em Bitínia, região as margens do Mar Negro no dia 27 de novembro de 111 falecido em outubro de 130 de Nossa Era afogado no rio Nilo, Egito. Adriano, um dos sacerdotes na linha de Lúcifer, “converteu o local cristão acima da gruta em um santuário dedicado ao deus grego Adônis, para homenagear seu favorito, o jovem grego Antínoo;

3.       A Igreja da Natividade - Em 326-328, a imperatriz Helena, conhecida como Santa helena de Constantinopla, mãe do Basileu Constantino, o Grande, fez uma peregrinação as ruínas de Belém e ordenou a construção da Igreja da Natividade sobre a caverna onde Jesus supostamente nasceu.

Não visitei nenhum dos dois lugares (gruta e igreja), por uma questão de convicção.

Não fui a Tumba de Rachel, porque estava muito cansado e era de acesso complicada naquela

 altura.

Belém hoje está ocupada pela Autoridade Nacional Palestina.

Desde de janeiro de 2013 o Estado da Palestina é  controlada pelo Fatah, uma organização política e militar, fundada em 1959 pelo engenheiro Yasser Arafat, já falecido.

 

Eu visitei Belém, mas não queria faze-lo.

Lá fomos almoçar em um restaurante enorme que nos serviram um ‘frango’ cuja coxa era do tamanho de uma coxa de urubu, aliais animais que estavam por todos os lados no estacionamento desse local.

Me recusei a comer.

No local havia uma joalheria para compra barata, segundo os guias judeus, de souvenires.

Comprei alguns detalhes em ouro que ao chegar no Brasil já estavam pretos como carvão...vai saber!!!

Enfim...

Como seria Belém na altura do nascimento de Jesus?

Deveria ser uma cidade sem nenhuma estrutura, basta lermos sobre Jerusalém nos tempos de Jesus e com isso fazermos uma comparação.

Como vila montanhosa as dificuldades nas construções deveriam ser enormes.

Hoje, vemos pela TV casas sendo arrastadas pelas chuvas porque foram construídas precariamente nas pirambeiras espalhadas pelas periferias das cidades, e assim deveria ser as casas de Belém, um local montanhoso.

A Terra Santa assolada por sucessivas guerras e conflitos internos era um local paupérrimo, e a realidade socio-economia-financeira de Belém não deveria ser diferente do resto da Nação.

Temos a ‘mania’ de trazer para o presente as cidades e vilas do passado.

Imaginamos os locais com um mínimo de conforto, com boas estruturas, com lugares de lazer e bons hotéis.

Triste engano!!!

Ontem eram localidades sem nenhuma qualidade de vida e muitas delas hoje continuam sem nenhuma qualidade de vida como Belém da Autoridade Palestina, que em certos trechos parecem os ‘lixões ‘das grandes cidades, Enfim...

 

Mas, voltemos a Sagrada Família.

José era um EKTON (τέκτων) é um termo comum para um artesão, em particular, um carpinteiro, marceneiro, ou o construtor.

De uma família voltada para esse tipo de trabalho.

Como tal sabia que tinha que cumprir com suas obrigações religiosas e civis para poder viver e sustentar os seus.

Não importa se o Censo era de Augustus, ou Censo de Quirino, ou fosse de quem fosse, o que importa é que José tinha que cumprir com suas obrigações para poder continuar trabalhando, e o que ele fez.

Pegou a família, com Maria gravida, ajaezou seu burrico, e rumou para Belém, cidade de sua família, para ser recenseado.

Belém não possuía uma cadeia de estalejem.

Belém não possuía uma cadeia de pensões.

Belém não possuía hotéis aos moldes modernos. 

Certamente, aqueles que foram para se recensear em Belém, ou estavam em casa de parentes ou estavam acampados nos arredores da cidade, ao pé da montanha, em meio aos locais onde o gado pastava.

E Jose não encontrou local para ele e sua família, tanto que está em Lucas 2: 5 a 11 falando de Maria e do nascimento de Jesus:

“A fim de alistar-se com Maria, sua esposa, que estava grávida.

E aconteceu que, estando eles ali, se cumpriram os dias em que ela havia de dar à luz.

E deu à luz a seu filho primogênito, e envolveu-o em panos, e deitou-o numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na estalagem.

Ora, havia naquela mesma comarca pastores que estavam no campo, e guardavam, durante as vigílias da noite, o seu rebanho.

Ora, havia naquela mesma comarca pastores que estavam no campo, e guardavam, durante as vigílias da noite, o seu rebanho.

E eis que o anjo do Senhor veio sobre eles, e a glória do Senhor os cercou de resplendor, e tiveram grande temor.

E o anjo lhes disse: Não temais, porque eis aqui vos trago novas de grande alegria, que será para todo o povo:

Pois, na cidade de Davi, vos nasceu hoje o Salvador, que é Cristo, o Senhor.

 

Aí está...

Na Belém que deixava a desejar apesar de ser a ‘Cidade de David’ nasceu o nosso Redentor.

E eu creio nisso pela Fé e o resto é especulação de estudiosos que querem aparecer.

Jorge Eduardo Garcia

15/12/2021


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