sábado, 29 de maio de 2021

8 de Agosto

 






Sola Fide – Pela Fé

“Porque andamos por fé e não pelo que vemos” - 2 Coríntios 5:7

Perdoe-me, pois estou com a visão obnubilada e por isso não há correção de texto.

 

Casamento simplesmente casamento.

 

Uma das Tradições mais antigas da Humanidade é o casamento.

Desde o principio era a base de um grupo social, de uma sociedade.

As sociedades tribais viam no casamento uma forma de estabelecer alianças diplomáticas.

Através dessas  ‘alianças diplomáticas’ eram estabelecidos laços econômicos com outras tribos.

O casamento servia de igual modo para o estabelecimento da paz entre as tribos,  depois entre os povos, entre aos Estados constituídos ( reinos, ducados, feudos em geral), assim alguém escreveu:

“Por muito tempo o casamento foi amplamente usado na Europa medieval como modo de formar e manter alianças políticas e militares. reis, príncipes, rainhas, princesas e demais membros da nobreza sujeitavam-se a casamentos com o único interesse de firmar tratados e assegurar a estabilidade econômica de uma região. O caráter irrevogável que a união matrimonial possuía tinha sentido de estabilidade nas relações entre os grupos de interesse. Obviamente, os casamentos entre “os comuns, ou membros da plebe ” ainda aconteciam de acordo com as estipulações sociais e religiosas”.

Eu exemplifico:

Luis XIII, rei de França de 14 de maio de 1610  até 14 de maio de 1643, portanto 33 anos,  casou por procuração com Ana d’Austria, infanta de Espanha, filha de Felipe III, «el Piadoso», rei de Espanha , de Portugal, de Nápoles, etc., para estabelecer a paz entre a França e a Espanha, enquanto Isabelle de Bourbon,  irmã do rei, era dada em casamento a Felipe, príncipe das Asturias, futuro  Felipe IV , rei de Espanha, de Portugal, de Nápoles, etc.,  chamado «el Grande» o «el Rey Planeta. 

Vemos pelo escrito do ‘alguém ‘ que em geral as  cerimonias eram estabelecidas de acordo com as Tradições tanto secular quanto religiosa das tribos, dos povos, dos Estados, entretanto o que nos interessa nessa aula é o casamento religioso judaico-cristão.

Daí que...

Não encontramos no Velho Testamento não há nenhuma descrição de cerimônia de casamento.

Na Tradição Judaicas temos o seguinte:

1-      As primeiras comunidades nômades na Arábia pré-islâmica praticavam uma forma de casamento conhecida como beena , em que a esposa possuía uma tenda própria, dentro da qual ela retinha completa independência de seu marido e esta forma de casamento sobreviveu na sociedade israelita primitiva;

2-      No Livro e Juízes encontramos a  Jael, a mulher de Héber, o queneu,  como uma heroína e  como possuidora de sua própria tenda como propriedade pessoal, tanto que foi nela que recebeu a Sísera e o e cobriu com um cobertor.

Sísera era o chefe do exército de Jabim, rei de Canaã, cuja capital era Tel Hazor, uma cidade fortificada  na Galileia, a norte do Mar da Galileia, entre Rama e Cades.

Sísera e Jabim  oprimiram os israelitas durante 20 anos.

Jael, para livrar Israel da opressão,  pegou um martelo e enfiou uma estaca na têmpora de Sísera até o chão enquanto ele dormia, matando-o instantaneamente,  foi então honrada como a mulher que derrotou  o exército de Jabim, rei de Canaã.

Ver Juízes 5:1 e 24:

Naquele dia Débora e Baraque, filho de Abinoão, cantaram assim:

Que a mais bendita entre as mulheres seja Jael, mulher de Héber, o queneu; que seja a mais bendita entre as mulheres que vivem em tendas.

3-      Sara ,  שָׂרָה, hebraico moderno: Sara, esposa de Abraão e mãe de Isaque. Seu nome original era Sarai. De acordo com Gênesis 17:15, Deus mudou seu nome para Sara como parte de uma aliança com Javé após Hagar dar a Abraão seu filho Ismael;

4-      “ Em tempos posteriores, a Bíblia descreve as esposas como tendo o (s) quarto (s) mais interno (s) da casa do marido, como sua própria área privada, onde os homens não eram permitidos. No caso de maridos ricos, a Bíblia descreve suas esposas como tendo cada uma delas uma casa inteira para este propósito”.

“Não foi, entretanto, uma vida de total liberdade. As descrições da Bíblia sugerem que se esperava que a esposa realizasse certas tarefas domésticas: fiar, costurar, tecer, manufaturar roupas, buscar água, assar pão e criar animais”.

“A Torá obriga o homem a não privar sua esposa de comida, roupas ou atividade sexual, se o marido não provê essas coisas à primeira mulher, ela divorcie-se sem nenhum custo para ela”

“O Talmud interpreta isso como um requisito para um homem fornecer comida e roupas para, e fazer sexo com, cada uma de suas esposas, mesmo que ele só tenha uma”.

“ Como uma sociedade polígama , os israelitas não tinham nenhuma lei que impusesse a monogamia aos homens”.

Destaco que no Judaísmo a base importante do casamento é o Mandamento Divino dado em Gênesis 1:28, que é:

“E Deus os abençoou e lhes disse: — Sejam fecundos, multipliquem-se, encham a terra e sujeitem-na. Tenham domínio sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus e sobre todo animal que rasteja pela terra”.

Após essa Ordenança Divina não existe nenhuma “cerimônia de casamento”, nenhuma descrição de bodas- “ grande festividade oferecida para comemorar a cerimônia de casamento”, nenhum pacto para uma núpcias-  “ A cerimônia em que se realiza uma união conjugal”.

Existe casamento , existe dote, as dádivas (?), sobre relações sexuais (Êxodo 22:16, Deuteronômio 22:25), mas de uma cerimônia de casamento só vamos ter uma parca ideia no Novo Testamento, no Evangelho de João 2:1-11, nas  Bodas de Caná da Galileia quando Jesus  transformou a água em vinho, fato  que é considerado como o primeiro dos seus milagres.

 O casamento em nossos dias foi vulgarizado, não possui mais a sacralidade que tinha até então.

Não falo aqui de casamentos entre pessoas do mesmo sexo, o casamento homoafetivo.

Falo de casamentos entre homens e mulheres.

 A Turma casa por casar.

Se der certo muito bem, pois o divórcio está aí mesmo.

Conheci um camarada que casou cinco (5) vezes. Casou aqui, no Mexico, no Uruguai, no Bispo de Maura e sei lá mais em que lugar.

Os de hoje não pensam em constituir verdadeiramente uma família.

O “ sejam fecundos, multipliquem-se,...” é levado a um extremo incomensurável.

É no vamos que vamos...

As vezes o sinal foi avançado, a moça está gravida, e aí casam.

Confundem atração sexual com amor.

O amor verdadeiro, por mais que as pessoas não acreditem nele, deve estar repleto de valores e interesses em comum.

A disposição de ambos em continuar com os interesses comuns é fundamental para o êxito do casamento, se não for assim vai dar tudo errado, pois sexo pelo sexo “ pode funcionar por um tempo, mas as coisas podem se complicar se um dos cônjuges sentir uma ‘nova paixão’”.

É fatal...

Dificilmente o casal que avançou o sinal vai permanecer junto, dificilmente, daí que as famílias devem analisar bem a situação para não criarem uma situação que de futuro será insustentável.

Se faz necessário nesse caso muito amor cristão, mas muito mesmo.

Não se pode esquecer que em um casamento Deus nosso Senhor está envolvido.

Aqueles que acreditam em Deus e em nosso Senhor Jesus Cristo devem levar em conta que “ dois podem se tornar um, e isso se dá  quando almas gêmeas se tocam na busca pela unidade para vivenciarem  o dia a dia da vida de casado”... Isso é um Mistério da Fé.

Quem já não ouviu a máxima “ essa casamento foi feito nos céus”, pois então?

“ O termo alma gêmea não é um clichê, basta ver um senhorzinho e uma senhorinha  terminando sua jornada juntos no mesmo caminho, com suas mãos ainda entrelaçadas, seus corações cansados, seus corpos vergados pela idade,  mas ainda com semblantes radiantes ainda fortes de amor e devoção um pelo outro, pois a única coisa mais bela do que o amor jovem é o amor antigo- Rabino Yitzchok Schochet, rabino da Sinagoga Mill Hill, Londres, Reino Unido, e presidente do Conselho Rabínico”.

A união do senhorzinho com a senhorinha foi um casamento feito pelo Senhor nossso Deus e isso é  um Mistério da Fé.

Não há dúvida.

Vidas foram criadas na Eternidade para um dia se juntarem no plano terreno para a Gloria de Deus e isso é  um Mistério da Fé.

Não há dúvida.

Um casal deve levar em conta que Deus está entrelaçado nessa união, portanto existe um comprometimento do casal com o Senhor.

Lembre-se dessas palavras votivas:

"Em nome de Deus, eu, João, aceito você, Maria , para ser minha esposa, para ter e manter deste dia em diante, para melhor, para pior, na riqueza e na pobreza, na saúde e na doença, para amar e respeitar, até que a morte nos separe. Este é o meu voto solene."

Bem como:

"Em nome de Deus, eu, Maria , aceito você, João, para ser meu marido,  para melhor, para pior, na riqueza e na pobreza, na saúde e na doença, para amar e respeitar, até que a morte nos separe. Este é o meu voto solene."

Veja:

Em um casamento religioso, querendo ou não, o Espirito Santo está presente.

Quando o cônjuge afirma que está votando, um voto com vários itens, o está fazendo tomando Deus como Testemunha, por isso passa a ser um Voto Espiritual, um Voto Sagrado.

Além do que com essa afirmação entrelaça o Senhor em sua ação.

Cria um comprometimento dele, cônjuge, com Deus nosso Senhor.

Eclesiastes 5:4,5 nos ensina que:

“Quando você fizer algum voto a Deus, não demore a cumpri-lo, pois ele não se agrada de tolos. Cumpra o voto que você faz. Melhor é não fazer voto do que fazer e não cumprir”.

Ora, o cônjuge envolveu Deus em seu voto, portanto fez um voto ao Senhor em relação ao outro cônjuge, daí que o não cumprimento desagrada ao Senhor nosso Deus.

Contudo, devemos nos lembrar que existe o divórcio, por isso tenhamos em mente:

“Se foi feito um voto precipitado que não esteja em harmonia com os propósitos divinos é preciso arrepender-se e confessar o pecado., pois um voto é coisa muito séria, e não deve ser tratado de maneira leviana- autor desconhecido” .

Enfim, casamento é coisa séria, mas está vulgarizado, não possui mais a sacralidade que tinha até então.

Uma pena.

“Pois me alegraste, Senhor, com os teus feitos; exultarei nas obras das tuas mãos.

Como são grandes, Senhor, as tuas obras! Os teus pensamentos, que profundos!

O tolo não compreende, e o insensato não percebe isto: ainda que os ímpios brotem como a erva, e floresçam todos os que praticam a iniquidade, serão destruídos para sempre.

Mas tu, Senhor, és o Altíssimo eternamente”- Salmos 92:4-8

Amem...

Jorge Eduardo Garcia

Servo de Deus em Cristo Jesus.

 


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