Sola Fide – Pela
Fé
“Porque andamos
por fé e não pelo que vemos” - 2 Coríntios 5:7
Perdoe-me, pois
estou com a visão obnubilada e por isso não há correção de texto.
Casamento
simplesmente casamento.
Uma
das Tradições mais antigas da Humanidade é o casamento.
Desde
o principio era a base de um grupo social, de uma sociedade.
As
sociedades tribais viam no casamento uma forma de estabelecer alianças
diplomáticas.
Através
dessas ‘alianças diplomáticas’ eram
estabelecidos laços econômicos com outras tribos.
O
casamento servia de igual modo para o estabelecimento da paz entre as
tribos, depois entre os povos, entre aos
Estados constituídos ( reinos, ducados, feudos em geral), assim alguém
escreveu:
“Por
muito tempo o casamento foi amplamente usado na Europa medieval como modo de
formar e manter alianças políticas e militares. reis, príncipes, rainhas,
princesas e demais membros da nobreza sujeitavam-se a casamentos com o único
interesse de firmar tratados e assegurar a estabilidade econômica de uma
região. O caráter irrevogável que a união matrimonial possuía tinha sentido de
estabilidade nas relações entre os grupos de interesse. Obviamente, os
casamentos entre “os comuns, ou membros da plebe ” ainda aconteciam de acordo
com as estipulações sociais e religiosas”.
Eu
exemplifico:
Luis
XIII, rei de França de 14 de maio de 1610
até 14 de maio de 1643, portanto 33 anos, casou por procuração com Ana d’Austria,
infanta de Espanha, filha de Felipe III, «el Piadoso», rei de Espanha , de
Portugal, de Nápoles, etc., para estabelecer a paz entre a França e a Espanha,
enquanto Isabelle de Bourbon, irmã do
rei, era dada em casamento a Felipe, príncipe das Asturias, futuro Felipe IV , rei de Espanha, de Portugal, de
Nápoles, etc., chamado «el Grande» o «el
Rey Planeta.
Vemos
pelo escrito do ‘alguém ‘ que em geral as
cerimonias eram estabelecidas de acordo com as Tradições tanto secular
quanto religiosa das tribos, dos povos, dos Estados, entretanto o que nos
interessa nessa aula é o casamento religioso judaico-cristão.
Daí
que...
Não encontramos no Velho Testamento não há nenhuma
descrição de cerimônia de casamento.
Na
Tradição Judaicas temos o seguinte:
1-
As primeiras comunidades nômades na Arábia
pré-islâmica praticavam uma forma de casamento conhecida como beena , em que a
esposa possuía uma tenda própria, dentro da qual ela retinha completa
independência de seu marido e esta forma de casamento sobreviveu na sociedade
israelita primitiva;
2-
No Livro e Juízes encontramos a Jael, a mulher de Héber, o queneu, como uma heroína e como possuidora de sua própria tenda como
propriedade pessoal, tanto que foi nela que recebeu a Sísera e o e cobriu com
um cobertor.
Sísera era o chefe do exército de Jabim, rei de Canaã, cuja
capital era Tel Hazor, uma cidade fortificada na Galileia, a norte do Mar da Galileia, entre
Rama e Cades.
Sísera e Jabim oprimiram os israelitas durante 20 anos.
Jael, para livrar Israel da opressão, pegou um martelo e enfiou uma estaca na
têmpora de Sísera até o chão enquanto ele dormia, matando-o instantaneamente, foi então honrada como a mulher que derrotou o exército de Jabim, rei de Canaã.
Ver Juízes 5:1 e 24:
Naquele dia Débora e Baraque, filho de Abinoão, cantaram
assim:
Que a mais bendita entre as mulheres seja Jael, mulher de
Héber, o queneu; que seja a mais bendita entre as mulheres que vivem em tendas.
3-
Sara , שָׂרָה, hebraico moderno:
Sara, esposa de Abraão e mãe de Isaque. Seu nome original era Sarai. De acordo
com Gênesis 17:15, Deus mudou seu nome para Sara como parte de uma aliança com
Javé após Hagar dar a Abraão seu filho Ismael;
4-
“ Em tempos posteriores, a Bíblia descreve as
esposas como tendo o (s) quarto (s) mais interno (s) da casa do marido, como
sua própria área privada, onde os homens não eram permitidos. No caso de
maridos ricos, a Bíblia descreve suas esposas como tendo cada uma delas uma
casa inteira para este propósito”.
“Não
foi, entretanto, uma vida de total liberdade. As descrições da Bíblia sugerem
que se esperava que a esposa realizasse certas tarefas domésticas: fiar,
costurar, tecer, manufaturar roupas, buscar água, assar pão e criar animais”.
“A
Torá obriga o homem a não privar sua esposa de comida, roupas ou atividade
sexual, se o marido não provê essas coisas à primeira mulher, ela divorcie-se
sem nenhum custo para ela”
“O
Talmud interpreta isso como um requisito para um homem fornecer comida e roupas
para, e fazer sexo com, cada uma de suas esposas, mesmo que ele só tenha uma”.
“
Como uma sociedade polígama , os israelitas não tinham nenhuma lei que
impusesse a monogamia aos homens”.
Destaco
que no Judaísmo a base importante do casamento é o Mandamento Divino dado em
Gênesis 1:28, que é:
“E
Deus os abençoou e lhes disse: — Sejam fecundos, multipliquem-se, encham a
terra e sujeitem-na. Tenham domínio sobre os peixes do mar, sobre as aves dos
céus e sobre todo animal que rasteja pela terra”.
Após
essa Ordenança Divina não existe nenhuma “cerimônia de casamento”, nenhuma
descrição de bodas- “ grande festividade oferecida para comemorar a cerimônia
de casamento”, nenhum pacto para uma núpcias- “ A cerimônia em que se realiza uma união
conjugal”.
Existe
casamento , existe dote, as dádivas (?), sobre relações sexuais (Êxodo 22:16, Deuteronômio
22:25), mas de uma cerimônia de casamento só vamos ter uma parca ideia no Novo
Testamento, no Evangelho de João 2:1-11, nas Bodas de Caná da Galileia quando Jesus transformou a água em vinho, fato que é considerado como o primeiro dos seus milagres.
Não
falo aqui de casamentos entre pessoas do mesmo sexo, o casamento homoafetivo.
Falo
de casamentos entre homens e mulheres.
Se
der certo muito bem, pois o divórcio está aí mesmo.
Conheci
um camarada que casou cinco (5) vezes. Casou aqui, no Mexico, no Uruguai, no Bispo
de Maura e sei lá mais em que lugar.
Os
de hoje não pensam em constituir verdadeiramente uma família.
O
“ sejam fecundos, multipliquem-se,...” é levado a um extremo incomensurável.
É
no vamos que vamos...
As
vezes o sinal foi avançado, a moça está gravida, e aí casam.
Confundem
atração sexual com amor.
O
amor verdadeiro, por mais que as pessoas não acreditem nele, deve estar repleto
de valores e interesses em comum.
A
disposição de ambos em continuar com os interesses comuns é fundamental para o êxito
do casamento, se não for assim vai dar tudo errado, pois sexo pelo sexo “ pode
funcionar por um tempo, mas as coisas podem se complicar se um dos cônjuges sentir
uma ‘nova paixão’”.
É
fatal...
Dificilmente
o casal que avançou o sinal vai permanecer junto, dificilmente, daí que as famílias
devem analisar bem a situação para não criarem uma situação que de futuro será insustentável.
Se
faz necessário nesse caso muito amor cristão, mas muito mesmo.
Não
se pode esquecer que em um casamento Deus nosso Senhor está envolvido.
Aqueles
que acreditam em Deus e em nosso Senhor Jesus Cristo devem levar em conta que “
dois podem se tornar um, e isso se dá quando almas gêmeas se tocam na busca pela
unidade para vivenciarem o dia a dia da
vida de casado”... Isso é um Mistério da Fé.
Quem
já não ouviu a máxima “ essa casamento foi feito nos céus”, pois então?
“
O termo alma gêmea não é um clichê, basta ver um senhorzinho e uma senhorinha terminando sua jornada juntos no mesmo caminho,
com suas mãos ainda entrelaçadas, seus corações cansados, seus corpos vergados pela
idade, mas ainda com semblantes radiantes
ainda fortes de amor e devoção um pelo outro, pois a única coisa mais bela do
que o amor jovem é o amor antigo- Rabino Yitzchok Schochet, rabino da Sinagoga
Mill Hill, Londres, Reino Unido, e presidente do Conselho Rabínico”.
A
união do senhorzinho com a senhorinha foi um casamento feito pelo Senhor nossso
Deus e isso é um Mistério da Fé.
Não
há dúvida.
Vidas
foram criadas na Eternidade para um dia se juntarem no plano terreno para a
Gloria de Deus e isso é um Mistério da
Fé.
Não
há dúvida.
Um
casal deve levar em conta que Deus está entrelaçado nessa união, portanto existe
um comprometimento do casal com o Senhor.
Lembre-se
dessas palavras votivas:
"Em
nome de Deus, eu, João, aceito você, Maria , para ser minha esposa, para ter e
manter deste dia em diante, para melhor, para pior, na riqueza e na pobreza, na
saúde e na doença, para amar e respeitar, até que a morte nos separe. Este é o
meu voto solene."
Bem
como:
"Em
nome de Deus, eu, Maria , aceito você, João, para ser meu marido, para melhor, para pior, na riqueza e na
pobreza, na saúde e na doença, para amar e respeitar, até que a morte nos
separe. Este é o meu voto solene."
Veja:
Em
um casamento religioso, querendo ou não, o Espirito Santo está presente.
Quando
o cônjuge afirma que está votando, um voto com vários itens, o está fazendo tomando
Deus como Testemunha, por isso passa a ser um Voto Espiritual, um Voto Sagrado.
Além
do que com essa afirmação entrelaça o Senhor em sua ação.
Cria
um comprometimento dele, cônjuge, com Deus nosso Senhor.
Eclesiastes
5:4,5 nos ensina que:
“Quando
você fizer algum voto a Deus, não demore a cumpri-lo, pois ele não se agrada de
tolos. Cumpra o voto que você faz. Melhor é não fazer voto do que fazer e não
cumprir”.
Ora,
o cônjuge envolveu Deus em seu voto, portanto fez um voto ao Senhor em relação
ao outro cônjuge, daí que o não cumprimento desagrada ao Senhor nosso Deus.
Contudo,
devemos nos lembrar que existe o divórcio, por isso tenhamos em mente:
“Se
foi feito um voto precipitado que não esteja em harmonia com os propósitos
divinos é preciso arrepender-se e confessar o pecado., pois um voto é coisa
muito séria, e não deve ser tratado de maneira leviana- autor desconhecido” .
Enfim, casamento é coisa séria, mas está vulgarizado, não possui mais a sacralidade que tinha até então.
Uma
pena.
“Pois me alegraste, Senhor, com os teus feitos; exultarei nas obras das tuas mãos.
Como
são grandes, Senhor, as tuas obras! Os teus pensamentos, que profundos!
O
tolo não compreende, e o insensato não percebe isto: ainda que os ímpios brotem
como a erva, e floresçam todos os que praticam a iniquidade, serão destruídos
para sempre.
Mas
tu, Senhor, és o Altíssimo eternamente”- Salmos 92:4-8
Amem...
Jorge
Eduardo Garcia
Servo
de Deus em Cristo Jesus.

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