terça-feira, 6 de dezembro de 2022

A Sharia ou Xaria


A Sharia ou Xaria, O termo significa "caminho para a fonte" ou "rota para a fonte [de água]",  é a Lei baseada no Alcorão e na Suna ( Obra que narra a vida do Profeta).

Não é possível praticar o Islã sem consultar  o Alcorão e a Suna.

Na Sharia estão os preceitos religiosos do Islã.

Nas Nações regidas pela Sharia não há liberdade religiosa, só é permitido o Islamismo.

Na Sharia está o denominado Direito Islâmico e consequentemente a ‘jurisprudência islâmica’  

Muito importante para entendermos o atual comportamento da Humanidade:

“Sharia contraria o princípio geral da igualdade de todos perante a lei, conforme o Artigo 7º da Declaração Universal dos Direitos Humanos que afirma que ‘Todos são iguais perante a lei e têm direito, sem qualquer distinção, a igual proteção da lei’”, uma balela criada pelos ocidentais, pois o que mais existe são desigualdades nas Nações ditas democrática.

O que mais vemos na Nações Ocidentais, nos países dos defensores dos famigerados  Direitos Humanos, é a injustiça social, pois uns se consideram acima da Lei porque estão em cargos de Poder, e outros miseravelmente sem a devida proteção da Lei, falo do POVÃO.

E é desse POVÃO que nós os seguidores do Caminho de Jesus em nossas igrejas, nossas congregações, e mesmo individualmente, devemos acolher, tratar, acarinhar e dedica-lhes o Amor de Cristo...e tenho dito.

Continuando...

A Suna são as tradições e práticas do profeta Maomé que constituem um modelo para os muçulmanos seguirem, porque “ os muçulmanos do tempo de Maomé que O viram, O seguiram, aprenderam com o Profeta, a compilaram para que fossem transmitidas às gerações futuras. O como o Profeta viveu, o que o Profeta ensinou,  claramente ou com seu silencio, estão armazenadas em muitos livros, e estes  perfazem o Corpo da Lei islâmica e diretivas divinas para muçulmanos em todo o mundo”.

Chamo atenção:

Não existe nas várias sociedades islâmicas uma Constituição nos moldes  das sociedades ocidentais, o que vale, os que as regem,  é a Sharia,

“ A jurisprudência islâmica chama-se Fiqh, decisões dos juristas islâmicos, que dirigem as vidas dos muçulmanos, e está dividida em duas partes:

1-usul al-fiqh, "raízes da lei";

2- furu' al-fiqh, “ramos da lei e  as regras práticas”.

Logo a Fiqh “ lida com diversos aspectos da vida quotidiana, bem como a política, economia, bancos, negócios, contratos, família, sexualidade, higiene e questões sociais”.

“ No século 21, a Sharia passou a ser contestada especialmente em bases políticas, pois, os defensores dos Diretos Humanos e suas Ongs, os denominados “politicamente corretos”, consideram que ela é "incompatível com os princípios fundamentais da Democracia , e dos direitos ocidentais como : os direitos humanos, a liberdade de pensamento, os direitos das mulheres, os direitos LGBT - Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgênero, entre outros”.

São na minha ótica “ enganadores”  em “Movimentos Hipócritas”  e porque:

1-     Vão fazer confusão em outras Nações e não lutam por esses direitos em seus países;

2-     Querem ser respeitados, mas não respeitam o direito dos outros;

3-     A maioria é Massa de Manobra e, portanto, não tem, nem querem ter, conhecimento sobre a realidade de outros povos, de outras civilizações;

4-     Muitos estão só por conta do Oba-Oba, do “politicamente correto”, para serem inseridos num contexto que desconhecem;

5-     Pertencer a algo ou alguém, pois muitos são desajustados sociais;

6-     E outras coisas mais que oportunamente falarei , sempre aos Olhos das Sagradas Escrituras.

 

Relembro  que “ Winston Churchill teria dito que a democracia é a pior forma de governo”, enfim ....

“ O Renascimento Islâmico do século 20 - década de 70  e 80-  trouxe consigo apelos de movimentos islâmicos para a plena implementação da Sharia, incluindo castigos corporais denominado  Hudud - o que na religião do Islã refere-se a punições que são ordenadas e fixadas por Deus, como o apedrejamento”.

Lembro:

Números 15:35,36: Disse, pois, o Senhor a Moisés: Certamente morrerá aquele homem; toda a congregação o apedrejará fora do arraial.

Então toda a congregação o tirou para fora do arraial, e o apedrejaram, e morreu, como o Senhor ordenara a Moisés.

Levítico 20:1, 26,27: Falou mais o SENHOR a Moisés, dizendo:

E ser-me-eis santos, porque eu, o Senhor, sou santo, e vos separei dos povos, para serdes meus. Quando, pois, algum homem ou mulher em si tiver um espírito de necromancia ou espírito de adivinhação, certamente morrerá; serão apedrejados; o seu sangue será sobre eles.

Viram...

Destaco que :

a-     Hudud   significa "fronteiras, fronteiras, limites".;

b-    A  ‘jurisprudência islâmica’ divide os crimes em ofensas contra Deus e ofensas contra o homem.

Os castigos mais “famosos” são dados de acordo com essas ofensas:

1-     para os homens adultos, a apostasia era um crime bem como um pecado, um ato de traição punível com a pena de morte;

2-      relação sexual ilegal- como as homossexuais, sexo pré-marital e sexo extraconjugal- ( Punido com apedrejamento. Na atual República Islâmica do Irã os gays são enforcados, como ocorreu em 10 de janeiro de 2019);

3-      o consumo de álcool ( Punido com 40 a 80 chicotadas);

4-     roubo(Punido com amputação de uma mão);

5-     roubo rodoviário ( Punido com a morte seguida de crucificação, amputação da mão direita e do pé esquerdo - "amputação cruzada";

6-     falsa acusação ( Punido com 80 chicotadas).

Penso: Lei é Lei e deve ser cumprida.

Aqui vemos como é difícil conciliar o Modo de Vida nas Nações Árabes, nas Nações Islamitas,  com o Modo de Vida nas Nações Ocidentais e mesmo o Modo de Vida daquelas Nações que praticam outras Religiões como o Xintoísmo, o Budismo, o Hinduísmo, e as religiões tradicionais africanas.

Chamo atenção para:

“ A Rebelião não é  listada como uma ofensa passível de receber um Hudud, mas contra um governante muçulmano é considerada uma ofensa, com base no Alcorão, Sura( capítulo) 49, Al-hujurat ( os aposentos), :Ayah 9 e 10: ‘Justiça- Se dois grupos de crentes lutam ou pegam em armas uns contra os outros, a comunidade muçulmana deve trabalhar para fazer a paz entre eles.  Se uma parte continua a agir de forma errada ou recusa a reconciliação, os crentes devem lutar contra os opressores até que se submetam aos mandamentos de Deus.  Deus ama aqueles que são justos.   Os crentes formam uma família, portanto, façam a paz em sua família.  Esteja atento a Deus para que receba Sua misericórdia’.

“Assim: Há um consenso jurídico de que os rebeldes devem ser exortados a depor as armas através de um negociador de confiança antes que as tropas leais tenham uma licença para lutar e matá-los”.

Como vemos “ a Lei muçulmana ou islâmica, tanto em relação à justiça civil como a criminal, regula a conduta individual, pessoal, quanto a Moral e os Bons Costumes, pois, fundamenta-se no Alcorão, na Religião do islã.   

Os Estados- Nações islâmicos são teocracias.

 

Chamo atenção que o Conceito de teocracia do  grego, teo 'Deus' e cracia 'governo':

A “ teocracia se refere aos governos que se baseiam na crença de que o Deus que rege a religião oficial também é responsável por reger os aspectos da vida política, econômica e cultural”.

“Em outras palavras, a teocracia  é um governo que exerce o PODER RELIGIOSO  e ao mesmo tempo é responsável pelas questões políticas, tomado as  decisões necessárias para a harmonização de ambos os aspectos”.

“Neste tipo de gestão é amplamente aceito que O Verdadeiro Poder  é Deus que exerce e manifesta Sua Autoridade através dos que atuam em Seu Santo Nome”.

“Neste sistema não há divisão ou separação entre o Estado e a instituição religiosa”.

“Na teocracia não existe mudança de poder, ou seja, ninguém pode apresentar-se como candidato a nada, pois não há eleições diretas dos representantes por meio do voto popular”.

Nos Estado ocidentais, nas Nações ditas democráticas, existe  “uma clara divisão na esfera política e religiosa, nenhuma interfere na outra, porém a liberdade religiosa. “

Diante dessa realidade tenho plena convicção que nós- os ocidentais - não temos o DIREITO de nos imiscuir nas Teocracias Árabes, nos países islâmicos regidos pela Sharia, a Lei baseada no Alcorão e na Suna,  ou seja, nos preceitos religiosos e jurídicos do Islã.

Nem eles, os Islamitas, se meterem no “ modus vivendi” dos demais Estado-Nações do Mundo.

Todavia tem um Grande Problema do lado dos mulçumanos, dos islamitas.

Essa situação lamentável é causada pela JIHAD.

Jihad, literalmente "lutar" ou "lutar especialmente com um objetivo louvável”, cuja noção  perdeu sua relevância e, em vez disso, deu origem a um discurso ideológico e político que gera o Terrorismo Islâmico.

Falaremos da Jihad na próxima aula.

Que Deus tenham Misericórdia de nós em meio a esse Mundo Tenebroso.

Jorge Eduardo Garcia.


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