segunda-feira, 5 de dezembro de 2022

Alcorão - O Livro Sagrado do Islã



"Deus! Não há divindade exceto Deus, Vivente, Subsistente, a Quem jamais alcança a inatividade ou o sono; d’Ele é tudo quanto existe nos céus e na terra. Quem poderá interceder junto a Ele, sem a Sua anuência? Ele conhece tanto o passado como o futuro, e eles (humanos) nada conhecem a Sua ciência, senão o que Ele permite. O Seu Trono abrange os céus e a terra, cuja preservação não O abate, porque é o Ingente, o Altíssimo." (Alcorão 2:255)

Alcorão, al-Qurʾān, lit. "à recitação", é o livro sagrado do Islã.

O Alcorão se descreve como um livro de orientação para a humanidade.

O Alcorão atribui sua relação com os livros anteriores (a Torá e os Evangelhos) à sua origem única, dizendo que todos eles foram revelados pelo único Deus.

De fato, Moisés é mencionado mais no Alcorão do que qualquer outro indivíduo.

Jesus é mencionado com mais frequência no Alcorão do que Maomé (pelo nome – Maomé é frequentemente aludido como "O Profeta" ou "O Apóstolo").

Maria é mencionada no Alcorão mais do que no Novo Testamento.

A palavra Alcorão deriva do verbo árabe que significa declamar ou recitar; Alcorão é, portanto, uma "recitação" ou algo que deve ser recitado e durante as orações, o Alcorão é recitado apenas em árabe.

Considerado como o melhor trabalho da literatura árabe, e influenciou significativamente a língua árabe.

É um dos livros mais lidos e publicados no mundo

Os muçulmanos acreditam que o Alcorão foi revelado oralmente por Deus ao último dos Profetas, o profeta  Maomé, através do arcanjo Gabriel ao longo de um período de cerca de 23 anos, começando no mês do Ramadã, quando Maomé tinha 40 anos; e concluindo em 632, o ano de sua morte.

O Alcorão é considerado um milagre inimitável pelos muçulmanos, efetivo até o Dia da Ressurreição – e, portanto, a prova central concedida a Maomé na autenticação de seu status profético.

O Ramadã é  o nono mês do calendário islâmico, no qual a maioria dos muçulmanos pratica o seu jejum ritual (saum, صَوْم), o quarto dos cinco pilares do Islão (arkan al-Islam) e é “ comemoração da primeira revelação de Maomé,  dura vinte e nove a trinta dias, de um avistamento da lua crescente para o próximo e não é comemorado todos os anos na mesma data”.

Alcorão está organizado em 114 capítulos, denominados suras, surata ou surat (árabe: سورة sūrah).

As suras não se encontram ordenadas por uma ordem cronológica de revelação.

As Suras são  subdivididas em versículos denominados Ayah,  no plural  āyātun ou  Ayat, e são 6236 versículos ou Ayat.

As SURAS  são  identificados mais pelos nomes do que pelos números e  receberam nomes das palavras que surgem no início do texto, como por exemplo A Vaca, A Abelha, O Figo ou A Aurora. Contudo, não é habitual que o conteúdo da sura esteja relacionado com o título do capítulo.

A primeira Sura é a Al-Fatiha, que quer dizer 'A Abertura' ou 'O Abridor', e  consiste em 7 Ayat que são na realidade uma oração pôr orientação e misericórdia.

Al-Baqara, que quer dizer a Vaca, com 286 Ayat é a maior Sura, engloba uma variedade de tópicos e contém vários mandamentos para os muçulmanos. Nela podemos encontrar a Ayah  255º denominada o Verso Trono de Deus, ou seja, o versículo que  fala sobre como nada e ninguém é considerado comparável a Alá. Reconta histórias de Adão, Ibrahim (Abraão) e Mūsa (Moisés), além de  exortar os pagãos (Al-Mushrikeen) a abraçar o Islã, entre outros ensinamentos. Acredita-se que o versículo 281 deste capítulo seja o último versículo do Alcorão a ser revelado a Maomé  80 ou 90 dias antes de morrer.

Assum repito:

O Alcorão é considerado um milagre inimitável pelos muçulmanos, efetivo até o Dia da Ressurreição – e, portanto, a prova central concedida a Maomé na autenticação de seu status profético.

Na próxima aula vamos tratar da A xaria,  sharīʿah, "legislação", que é o direito islâmico.


Nenhum comentário:

Postar um comentário