"Deus!
Não há divindade exceto Deus, Vivente, Subsistente, a Quem jamais alcança a
inatividade ou o sono; d’Ele é tudo quanto existe nos céus e na terra. Quem poderá
interceder junto a Ele, sem a Sua anuência? Ele conhece tanto o passado como o
futuro, e eles (humanos) nada conhecem a Sua ciência, senão o que Ele permite.
O Seu Trono abrange os céus e a terra, cuja preservação não O abate, porque é o
Ingente, o Altíssimo." (Alcorão 2:255)
Alcorão,
al-Qurʾān, lit. "à recitação", é o livro sagrado do Islã.
O Alcorão se
descreve como um livro de orientação para a humanidade.
O Alcorão
atribui sua relação com os livros anteriores (a Torá e os Evangelhos) à sua
origem única, dizendo que todos eles foram revelados pelo único Deus.
De fato,
Moisés é mencionado mais no Alcorão do que qualquer outro indivíduo.
Jesus é
mencionado com mais frequência no Alcorão do que Maomé (pelo nome – Maomé é
frequentemente aludido como "O Profeta" ou "O Apóstolo").
Maria é
mencionada no Alcorão mais do que no Novo Testamento.
A palavra
Alcorão deriva do verbo árabe que significa declamar ou recitar; Alcorão é,
portanto, uma "recitação" ou algo que deve ser recitado e durante as
orações, o Alcorão é recitado apenas em árabe.
Considerado
como o melhor trabalho da literatura árabe, e influenciou significativamente a língua
árabe.
É um dos
livros mais lidos e publicados no mundo
Os
muçulmanos acreditam que o Alcorão foi revelado oralmente por Deus ao último
dos Profetas, o profeta Maomé, através
do arcanjo Gabriel ao longo de um período de cerca de 23 anos, começando no mês
do Ramadã, quando Maomé tinha 40 anos; e concluindo em 632, o ano de sua morte.
O Alcorão é
considerado um milagre inimitável pelos muçulmanos, efetivo até o Dia da
Ressurreição – e, portanto, a prova central concedida a Maomé na autenticação
de seu status profético.
O Ramadã é o nono mês do calendário islâmico, no qual a
maioria dos muçulmanos pratica o seu jejum ritual (saum, صَوْم), o quarto dos
cinco pilares do Islão (arkan al-Islam) e é “ comemoração da primeira revelação
de Maomé, dura vinte e nove a trinta
dias, de um avistamento da lua crescente para o próximo e não é comemorado todos
os anos na mesma data”.
Alcorão está
organizado em 114 capítulos, denominados suras, surata
ou surat (árabe: سورة sūrah).
As suras não
se encontram ordenadas por uma ordem cronológica de revelação.
As Suras são
subdivididas em versículos denominados Ayah, no plural āyātun ou Ayat, e são 6236
versículos ou Ayat.
As SURAS são identificados mais pelos nomes do que pelos
números e receberam nomes das palavras
que surgem no início do texto, como por exemplo A Vaca, A Abelha, O Figo ou A
Aurora. Contudo, não é habitual que o conteúdo da sura esteja relacionado com o
título do capítulo.
A primeira
Sura é a Al-Fatiha, que quer dizer 'A Abertura' ou 'O Abridor', e consiste em 7 Ayat que são na realidade uma oração
pôr orientação e misericórdia.
Al-Baqara,
que quer dizer a Vaca, com 286 Ayat é a maior Sura, engloba uma variedade de
tópicos e contém vários mandamentos para os muçulmanos. Nela podemos encontrar
a Ayah 255º denominada o Verso Trono de
Deus, ou seja, o versículo que fala
sobre como nada e ninguém é considerado comparável a Alá. Reconta histórias de
Adão, Ibrahim (Abraão) e Mūsa (Moisés), além de exortar os pagãos (Al-Mushrikeen) a abraçar o
Islã, entre outros ensinamentos. Acredita-se que o versículo 281 deste capítulo
seja o último versículo do Alcorão a ser revelado a Maomé 80 ou 90 dias antes de morrer.
Assum
repito:
O Alcorão é
considerado um milagre inimitável pelos muçulmanos, efetivo até o Dia da
Ressurreição – e, portanto, a prova central concedida a Maomé na autenticação
de seu status profético.
Na próxima aula
vamos tratar da A xaria, sharīʿah,
"legislação", que é o direito islâmico.
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