quinta-feira, 22 de dezembro de 2022

Maria um simples mulher judia, mas que é a Mãe do Salvador


Maria, a Mãe do Senhor.

 

Essa história ou estória de “ Salomé a baba de Jesus” me é revoltante, por isso, tenho que explicar quem foi Maria, a Mãe do Senhor, seus pais, sua estadia no Templo de Jerusalém, seu casamento com Pai José, e sua família.

Vamos lá.

Em minha coleção “Sob os Benefícios de Cristo Ressuscitado”, escrevi:

Martinho Lutero, disse:

 "Mãe Maria, como nós, nasceu em pecado de pais pecaminosos, mas o Espírito Santo a cobriu, santificou e purificou para que esta criança nascesse de carne e osso, mas não com carne e sangue pecaminosos O Espírito Santo permitiu que a Virgem Maria permanecesse um ser humano verdadeiro e natural de carne e sangue, assim como nós.

No entanto, ele afastou o pecado de sua carne e sangue para que ela se tornasse a mãe de uma pura criança, não envenenada pelo pecado como nós somos, pois naquele momento em que ela concebeu, ela era uma mãe santa cheia do Espírito Santo e seu fruto é um fruto santo e puro, ao mesmo tempo Deus e verdadeiramente homem, uma pessoa como outra qualquer. ”

E essa é a minha opinião e ponto final.

A menina Maria, a virgem de Nazaré, a mãe do Salvador, era um judia simples educada no Templo de Jerusalém, mas descendente de boas famílias, de excelentes linhagens, que através dos tempos bicudos pelos quais passou o povo de Israel se entrelaçaram, se uniram, a Casa de Davi e a Casa Sacerdotal de Levi, mas, quem eram os pais de Maria.

São Joaquim e Sant’Ana.

Pai: Joaquim , “a quem o Senhor criou".

Um homem bem de vida e piedoso, que regularmente dava aos pobres e à sinagoga em Séforis, antiga vila e hoje um sítio arqueológico localizado no centro de Galileia, a 6 km (3,7 milhas) ao norte-noroeste de Nazaré, e o local de seu nascimento em 100 a.C.

O Sumo- sacerdote de Jerusalém rejeitou o sacrifício de Joaquim, pois sua falta de filhos era interpretada como um sinal de desprezo do Divino.

Joaquim se desesperou e pediu ao Eterno que lhe desse filhos.

Nessa época quando esses pedidos a Deus nosso Senhor eram feitos os pais angustiados destinavam seus filhos ao Nazireado, faziam o Voto de Nazireu, ou seja, o consagravam para serviços de Deus, segundo a Torá.

Joaquim faleceu em 10 a. C. , em Jerusalém.                                                   

A mãe: Ana, do latim Anna, por sua vez do hebraico transliterado Hannah, "Graça".

Ana, a famosíssima Santana, ou Sant’Ana, natural de Belém, “ cujos pais  eram Matã e Emerencia, o que fazia dela uma descendente do rei Davi , portanto da Casa de Davi, e de Levi, ou seja, da casta sacerdotal”.

João Damasceno, Doutor da Igreja, ao escrever sobre o Natal, deixa claro que Joaquim e Ana são os pais de Maria, a Mãe do Senhor.

Quem pode afirmar que Joaquim e Ana não tiveram outros filhos ou filhas, quem?

O nascimento de Maria foi estabelecido por Deus nosso Senhor com um propósito específico, ou seja, dela ser a Mãe de nosso Senhor Jesus Cristo.

Depois desse nascimento Joaquim e Ana podiam ter outros filhos, filhos esses que não foram concebidos para uma Tarefa Divina, como a de trazer ao Mundo a Jesus salvador.

Alguém escreveu e pelo sim ou pelo não eu transcrevo:

“Eram residentes em Jerusalém, ao lado da piscina de Bethesda, onde hoje se ergue a Basílica de Santana; e aí, num sábado, 8 de setembro do ano 20 a.C., nasceu-lhes uma filha que recebeu o nome de Miriam, que em hebraico significa "senhora da luz", passado para o latim como Maria. Maria foi oferecida ao Templo de Jerusalém aos três anos, tendo lá permanecido até os doze anos.”

Aqui está o cumprimento do Voto de Nazireu.

O que nos garante que Maria foi educada nos princípios do judaísmo, na Lei, na observância aos princípios de Deus nosso Senhor, dedicada pela pais, ao Templo de Jerusalém, o que era indispensável para o seu grande Ministério de ser a  Mãe do Salvador.

José, pai adotivo de Jesus, “um ano após a morte de sua esposa, como os sacerdotes anunciaram através da Judéia que eles queriam encontrar na tribo de Judá um homem respeitável para cuidar ou casar com  Maria, com doze ou quatorze anos de idade, criada no Templo , pois essa deveria  deixar o local sagrado em breve com outras sete meninas para se casar”- certamente é porque vieram a elas a  menarca ou  primeira menstruação.

José foi a Jerusalém.

José entre os candidatos foi o escolhido para casar-se com Maria, o que muitos, inclusive eu, acreditam que foi uma manifestação plena de  Deus.

A crença de que São José era um homem idoso na época do casamento com a Maria não me convence, pois, pai de filhos além de ter a obrigação de educar um filho, que era ninguém mais ninguém menos do que o Verbo Encarnado, tinha que ser um homem na flor da idade, com forças para levar a cabo tal missão.

Um ancião não poderia trabalhar, educar filhos, manter uma esposa jovem satisfeita, de jeito e maneira nenhuma, portanto, essa velhice de José é mais uma das ‘estorinhas ‘ da Igreja de Roma. 

As mulheres judias em Tempos de Jesus davam duro.

A Maria “ coube cuidar da casa, cozinhar e educar a Jesus e aos filhos de José, além de ajudar e cuidar das finanças da casa, para que José, um homem ativo em construções e marcenaria, pudesse  trabalhar e sustentar a família, estudar a Torah e rezar, portanto, uma cooperação equilibrada de funções doméstico-familiares”.

E era nessa Hora de estudo da Torá que Jose ministrava a Jesus e a seus filhos.

A Sagrada Família foi por intervenção do Divino bem constituída,  com valores e princípios que até hoje vemos nas gerações das famílias judias espalhadas pelo Mundo.

Óh Glória.

Maria era uma criatura formidável.

Maria era tão humilde que sabendo que era mãe do Filho do Altíssimo não se  ensoberbeceu, continuou a administrar a casa do marido e cuidar da família.

“Maria era uma mulher normal  de quem iria nascer um Santo, para a Redenção do Homem, o Verbo através de quem tudo se fez e precisava vencer as Forças Malignas, o “demônio no mesmo campo em que o demônio venceu Adão e Eva, como seres humanos; por isso Jesus se fez homem para vencê-lo”.

Maria foi concebida tendo como finalidade ser a mãe do Salvador, de nosso Redentor, isso é ponto pacífico.

Mas, Maria podia, usando de seu livre arbítrio, negar essa Divinal Tarefa.

A prova está nas palavras dela: “Disse então Maria: Eis aqui a serva do Senhor; cumpra-se em mim segundo a tua palavra” - Lucas 1:38

‘Eis aqui a serva do Senhor’ existe maior  prova do que ela aceitou humildemente sua responsabilidade de ser a mãe do Salvador ?

Claro que não

Aleluia.

Por TUDO é ridículo imaginar que Salomé fosse a baba de Jesus Menino.

Faça-me, o favor!!!

 

 


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