segunda-feira, 19 de abril de 2021

29 de junho - o ator Paulo Gustavo é um cidadão brasileiro que merece respeito.

 

Sola Fide – Pela Fé

“Porque andamos por fé e não pelo que vemos” - 2 Coríntios 5:7

Perdoe-me, pois estou com a visão obnubilada e por isso não há correção de texto.

 

Pastor imbecil deseja de público pelas redes sociais a morte do ator Paulo Gustavo, um cidadão brasileiro que merece respeito.

 

“O homossexualismo, ou homoerotismo, são construções modernas que remontam ao século XIX, colocadas como categorias opostas ao heterossexualismo. Quando pensamos na homossexualidade no mundo antigo, somos imediatamente levados a pensar nos gregos e romanos, mas jamais nos egípcios antigos. Podemos concluir que, em algumas sociedades antigas, como a ateniense, o homossexualismo era uma prática socialmente aceita entre dois homens. Um mais velho (ativo) com outro mais jovem (passivo) geralmente praticado antes do casamento e aceito como uma parte da formação do mais jovem. Não sabemos quando essa prática teve início na Grécia, mas, no início do VI séc. a.C., ela já era praticada. Em Roma os homens casados poderiam ter relações com seus escravos, e a pederastia era mais aceita que o adultério. Para os romanos, o ativo na relação não era considerado homossexual, mas o passivo, feminizado, (HUBBARD, 2003)”. Antonio Brancaglion Junior

 

O jornal Estado de São Paulo de 19/04/2021:

“Grupo LGBTQIA+ vai processar pastor que desejou a morte de Paulo Gustavo- Aliança Nacional LGBTI acusa o pastor José Olímpio, da Assembleia de Deus de Alagoas, de homofobia.

“ O pastor José Olímpio, da igreja evangélica Assembleia de Deus de Alagoas, afirmou na semana passada que orava pela morte de Paulo Gustavo, que está internado com covid-19”.

“A Assembleia de Deus de Alagoas revelou ao Estadão que a situação ainda será avaliada pelo Conselho de Ética da Igreja e enviou um documento de pedido de desculpas, compartilhado pelo pastor nas redes sociais, que segue com o perfil privado”,

Do tal pastor: “ "A minha insensatez foi tentar defender a honra de meu Deus, muitas vezes ultrajada de muitos modos, esquecendo-me que Deus não precisa de quem defenda a sua honra”.

É um simples cretino.

É por causa de gente como esse José Olímpio que o Corpo Místico de Cristo, a Igreja, sofre.

 

Vamos a fatos:

 No Egito dos Faraós:

Para muitos, dentro e fora da egiptologia, “os egípcios foram mais castos que qualquer outro povo”. (BRUNNER-TRAUT, 1974, p. 79). Se para os primeiros estudiosos era impensável a existência de um erotismo no Egito faraônico, a homossexualidade era um tema impensável.

No campo mítico-religioso, as fontes são mais numerosas e, em alguns

casos, mais explícitas. Referências a relações sexuais no mundo divino são

muito raras, sendo descritas de forma metafísica, ligadas ao momento

primordial do início dos tempos ou a uma maneira de descrever a

MÉTIS: história & cultura – BRANCAGLION JR., Antonio – v. 10, n. 20, jul./dez. 2011 71

complementaridade entre uma divindade masculina e outra feminina. A

mais conhecida referência ao homossexualismo nos mitos egípcios está ligada

ao episódio denominado de “Grande Contenda”, que faz parte do mito no

qual o deus Hórus disputa com seu tio Seth o trono de Osíris.5

 O texto

descreve como Hórus é convencido a dormir junto com Seth, que, durante

a noite, “endurece seu membro e o coloca por entre as coxas de Hórus”.6

Outra passagem mitológica relacionada ao homossexualismo de Seth e

Hórus é mais antiga e está no Papiro Kahun.7

 Nele há uma passagem onde Seth diz a Hórus: “Como suas nádegas são lindas.” (GRIFFITH, 1898, p. 3,

VI, 12).

Em uma sociedade onde os papéis sexuais eram bem-definidos e estavam relacionados a uma ordem cósmica (Maat), onde o equilíbrio social estava ligado à manutenção do próprio cosmos, um homem que tivesse em seu corpo o sêmen de outro seria uma ameaça e um inimigo da ordem divina.

No entanto, é no famoso Livro dos mortos, que encontramos a referência mais explícita ao homossexualismo nos textos funerários.

Um dos contos que chegou até nós de forma fragmentada,14 fala de um rei chamado Neferkare, provavelmente o faraó Pepi II,15 que mantinha um relacionamento íntimo com um general chamado Sasenet, e seu estilo é muito semelhante ao de outras composições destinadas à elite do médio império interessada na vida de pessoas ilustres do passado. (BRANCAGLION; FACURI, 2010, p. 113-161).

O general, que repetidas vezes no conto é dito não ter uma esposa, recebia à noite a visita do faraó, que ia sozinho para sua casa. O faraó fazia um sinal combinado para que uma escada fosse baixada pelo muro para que ele pudesse entrar. “Depois que sua majestade tivesse feito tudo o que desejasse com ele, voltava ao palácio” (POSENER, 1957, p. 124) pouco antes do amanhecer. Essas visitas se repetiram por várias noites. A expressão “fazer tudo o que desejava” aparece nas teogamias como as encontradas nos templos de Deir el-Bahari e Luxor.

Uma possível referência à homossexualidade na realeza diz respeito ao faraó Amenhotep II.16 Em sua estela, colocada na Grande Esfinge de Giza, está escrito: “Ele despreza a sede do corpo”, o que significa que ele não demonstrava interesse pelo sexo feminino. Além disso, não é conhecida nenhuma “grande esposa real” associada a ele; em alguns monumentos, sua mãe desempenha o papel de “esposa real”. (VANDERSLEYEN, 1995, p. 340). Sua grande proximidade com um oficial da Corte chamado Usersatet (DELANGE, 2001, p. 88, n. 24) sempre despertou especulações quanto à sexualidade desse faraó.

A máxima que nos interessa nessa questão foi catalogada como a de número 32; nela temos: “Não tenha relações sexuais com um efebo.” (VERNUS, 2010, p. 38). A dúvida recai sobre a palavra hemet-khered, literalmente “mulher-criança”, que pode ser interpretada de maneiras muito diferentes: desde uma menina muito jovem. (GOEDICKE, 1967, p. 100; ZABA, 1956) , um garoto efeminado (SIMPSON, 2003, p. 143), até um travesti. (SIMPSON, 2003, p. 38).

Esse ensinamento não seria uma crítica ou uma condenação à prática homossexual, mas uma advertência a um comportamento antissocial, assim como o adultério.

 Finalmente, a mais discutida fonte sobre o homossexualismo no Egito antigo está em uma tumba datada da V Dinastia, localizada na extremidade sudeste do recinto da pirâmide de Djoser, na Necrópole de Saqqara.20 Essa tumba foi feita para dois homens e suas famílias, Niankhkhnum e Khnumhotep, e ambos tinham o título de Supervisor dos Manicures do Palácio. A grande originalidade dessa tumba é o fato de esses homens serem representados em poses que, convencionalmente, são exclusivas de casais. Na arte egípcia, o sentimento conjugal é expresso por abraços e a posição das mãos e do corpo praticada pela mulher em seu marido. (CHERPION, 1995, p. 34-45).

As evidências sobre o homoerotismo masculino no Egito antigo são poucas e, em alguns casos, de difícil interpretação; quanto ao lesbianismo, elas são praticamente inexistentes. A fonte mais confiável está no Manual de interpretação de sonhos, escrito em demótico, datado da baixa época. Nele está escrito: “Quando sonhar com sua mulher fazendo sexo com outra mulher é um mau presságio.” (VOLTEN, 1942, b 2, 33). Embora seja interpretado como um mau sinal, é possível que a relação homossexual entre duas mulheres não fosse considerada negativa, pois não há a penetração de um pênis que poderia significar uma submissão.

No Egito antigo, a relação sexual entre dois homens nunca recebeu reconhecimento formal e institucional. A exigência social do casamento e da constituição de uma família vinha em primeiro lugar.

No Egito, a homossexualidade era vista como inconveniente pela sua esterilidade. No caso da sodomia, o que se percebe nas fontes egípcias é a humilhação pela passividade e a dominação pelo coito anal, imposta aos inimigos.23 A palavra hemiu tinha ao mesmo tempo o sentido de afeminado e inimigo.

No caso da sodomia, o que se percebe nas fontes egípcias é a humilhação pela passividade e a dominação pelo coito anal, imposta aos inimigos.23 A palavra hemiu tinha ao mesmo tempo o sentido de afeminado e inimigo. 24 Essas mesmas palavras são empregadas com frequência ao se referirem ao deus Seth (PARKINSON, 1985, p. 66), que, como vimos no mito da “Grande Contenda”, está ligado à sodomia. Não por acaso esse mesmo deus é apresentado nos mitos como sendo estéril e o antagonista de Osíris, deus da fertilidade e regeneração. Na visão egípcia da vida, a interação entre masculino (homens) e feminino (mulheres), estabelecia a força regeneradora do universo, enquanto a homossexualidade era vista como a negação desse poder de dar vida, portanto, era considerada um desperdício de sêmen e insatisfatória por ser improdutiva.

 

Bem esse é o enfoque do Antigo Egito nos transmitido por Antonio Brancaglion Junior, arqueólogo brasileiro, especialista em egiptologia.

Professor do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (MN/UFRJ) e pesquisador visitante no Institut Français d'Archéologie Orientale do Cairo (IFAO), sendo o primeiro a obter o mestrado e o doutorado em Arqueologia Egípcia pela Universidade de São Paulo (USP), o primeiro sul-americano a integrar o Institut Français d'Archéologie Orientale du Caire e o primeiro brasileiro a integrar o CIEPEG - Comité Internacional pour l'Égiptologie du Conseil Internacional des Musées.

É professor e orientador do mestrado em Arqueologia do Museu Nacional, professor e orientador do programa de pós-graduação do Departamento de Letras Orientais/FFLCH/USP e professor colaborador do curso de pós-graduação em história da arte na FAAP.

Possui graduação em Ciências Políticas e Sociais pela Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (1987), mestrado em Ciência Social (Antropologia Social) pela Universidade de São Paulo .

Etc, etc, etc.... Ou seja um experto na matéria.

 

O Homem Santo Moises foi educado na Corte do Faraó do Egito, portanto, conheceu o assunto no tempo presente, assim sendo continuemos.

 Continua...

 

Jorge Eduardo Garcia...

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