Sola Fide – Pela
Fé
“Porque andamos
por fé e não pelo que vemos” - 2 Coríntios 5:7
Perdoe-me, pois
estou com a visão obnubilada e por isso não há correção de texto.
Pastor imbecil deseja de público pelas redes sociais a morte
do ator Paulo Gustavo, um cidadão brasileiro que merece respeito.
“O homossexualismo, ou
homoerotismo, são construções modernas que remontam ao século XIX, colocadas
como categorias opostas ao heterossexualismo. Quando pensamos na
homossexualidade no mundo antigo, somos imediatamente levados a pensar nos
gregos e romanos, mas jamais nos egípcios antigos. Podemos concluir que, em
algumas sociedades antigas, como a ateniense, o homossexualismo era uma prática
socialmente aceita entre dois homens. Um mais velho (ativo) com outro mais
jovem (passivo) geralmente praticado antes do casamento e aceito como uma parte
da formação do mais jovem. Não sabemos quando essa prática teve início na
Grécia, mas, no início do VI séc. a.C., ela já era praticada. Em Roma os homens
casados poderiam ter relações com seus escravos, e a pederastia era mais aceita
que o adultério. Para os romanos, o ativo na relação não era considerado homossexual,
mas o passivo, feminizado, (HUBBARD, 2003)”. Antonio Brancaglion Junior
O jornal Estado de São Paulo de 19/04/2021:
“Grupo LGBTQIA+ vai processar
pastor que desejou a morte de Paulo Gustavo- Aliança Nacional LGBTI acusa o
pastor José Olímpio, da Assembleia de Deus de Alagoas, de homofobia.
“ O pastor José Olímpio, da
igreja evangélica Assembleia de Deus de Alagoas, afirmou na semana passada que
orava pela morte de Paulo Gustavo, que está internado com covid-19”.
“A Assembleia de Deus de
Alagoas revelou ao Estadão que a situação ainda será avaliada pelo Conselho de
Ética da Igreja e enviou um documento de pedido de desculpas, compartilhado
pelo pastor nas redes sociais, que segue com o perfil privado”,
Do tal pastor: “ "A minha
insensatez foi tentar defender a honra de meu Deus, muitas vezes ultrajada de
muitos modos, esquecendo-me que Deus não precisa de quem defenda a sua honra”.
É um simples cretino.
É por causa de gente como esse
José Olímpio que o Corpo Místico de Cristo, a Igreja, sofre.
Vamos a fatos:
No Egito dos Faraós:
Para muitos, dentro e fora da
egiptologia, “os egípcios foram mais castos que qualquer outro povo”.
(BRUNNER-TRAUT, 1974, p. 79). Se para os primeiros estudiosos era impensável a
existência de um erotismo no Egito faraônico, a homossexualidade era um tema
impensável.
No campo mítico-religioso, as
fontes são mais numerosas e, em alguns
casos, mais explícitas.
Referências a relações sexuais no mundo divino são
muito raras, sendo descritas
de forma metafísica, ligadas ao momento
primordial do início dos
tempos ou a uma maneira de descrever a
MÉTIS: história & cultura
– BRANCAGLION JR., Antonio – v. 10, n. 20, jul./dez. 2011 71
complementaridade entre uma
divindade masculina e outra feminina. A
mais conhecida referência ao
homossexualismo nos mitos egípcios está ligada
ao episódio denominado de
“Grande Contenda”, que faz parte do mito no
qual o deus Hórus disputa com
seu tio Seth o trono de Osíris.5
O texto
descreve como Hórus é
convencido a dormir junto com Seth, que, durante
a noite, “endurece seu membro
e o coloca por entre as coxas de Hórus”.6
Outra passagem mitológica
relacionada ao homossexualismo de Seth e
Hórus é mais antiga e está no
Papiro Kahun.7
Nele há uma passagem onde Seth diz a Hórus:
“Como suas nádegas são lindas.” (GRIFFITH, 1898, p. 3,
VI, 12).
Em uma sociedade onde os
papéis sexuais eram bem-definidos e estavam relacionados a uma ordem cósmica
(Maat), onde o equilíbrio social estava ligado à manutenção do próprio cosmos,
um homem que tivesse em seu corpo o sêmen de outro seria uma ameaça e um
inimigo da ordem divina.
No entanto, é no famoso Livro
dos mortos, que encontramos a referência mais explícita ao homossexualismo nos
textos funerários.
Um dos contos que chegou até
nós de forma fragmentada,14 fala de um rei chamado Neferkare, provavelmente o
faraó Pepi II,15 que mantinha um relacionamento íntimo com um general chamado
Sasenet, e seu estilo é muito semelhante ao de outras composições destinadas à
elite do médio império interessada na vida de pessoas ilustres do passado.
(BRANCAGLION; FACURI, 2010, p. 113-161).
O general, que repetidas vezes
no conto é dito não ter uma esposa, recebia à noite a visita do faraó, que ia
sozinho para sua casa. O faraó fazia um sinal combinado para que uma escada
fosse baixada pelo muro para que ele pudesse entrar. “Depois que sua majestade
tivesse feito tudo o que desejasse com ele, voltava ao palácio” (POSENER, 1957,
p. 124) pouco antes do amanhecer. Essas visitas se repetiram por várias noites.
A expressão “fazer tudo o que desejava” aparece nas teogamias como as
encontradas nos templos de Deir el-Bahari e Luxor.
Uma possível referência à
homossexualidade na realeza diz respeito ao faraó Amenhotep II.16 Em sua
estela, colocada na Grande Esfinge de Giza, está escrito: “Ele despreza a sede
do corpo”, o que significa que ele não demonstrava interesse pelo sexo
feminino. Além disso, não é conhecida nenhuma “grande esposa real” associada a
ele; em alguns monumentos, sua mãe desempenha o papel de “esposa real”.
(VANDERSLEYEN, 1995, p. 340). Sua grande proximidade com um oficial da Corte
chamado Usersatet (DELANGE, 2001, p. 88, n. 24) sempre despertou especulações
quanto à sexualidade desse faraó.
A máxima que nos interessa
nessa questão foi catalogada como a de número 32; nela temos: “Não tenha
relações sexuais com um efebo.” (VERNUS, 2010, p. 38). A dúvida recai sobre a
palavra hemet-khered, literalmente “mulher-criança”, que pode ser interpretada
de maneiras muito diferentes: desde uma menina muito jovem. (GOEDICKE, 1967, p.
100; ZABA, 1956) , um garoto efeminado (SIMPSON, 2003, p. 143), até um
travesti. (SIMPSON, 2003, p. 38).
Esse ensinamento não seria uma
crítica ou uma condenação à prática homossexual, mas uma advertência a um
comportamento antissocial, assim como o adultério.
Finalmente, a mais discutida fonte sobre o
homossexualismo no Egito antigo está em uma tumba datada da V Dinastia,
localizada na extremidade sudeste do recinto da pirâmide de Djoser, na
Necrópole de Saqqara.20 Essa tumba foi feita para dois homens e suas famílias,
Niankhkhnum e Khnumhotep, e ambos tinham o título de Supervisor dos Manicures
do Palácio. A grande originalidade dessa tumba é o fato de esses homens serem
representados em poses que, convencionalmente, são exclusivas de casais. Na
arte egípcia, o sentimento conjugal é expresso por abraços e a posição das mãos
e do corpo praticada pela mulher em seu marido. (CHERPION, 1995, p. 34-45).
As evidências sobre o
homoerotismo masculino no Egito antigo são poucas e, em alguns casos, de
difícil interpretação; quanto ao lesbianismo, elas são praticamente
inexistentes. A fonte mais confiável está no Manual de interpretação de sonhos,
escrito em demótico, datado da baixa época. Nele está escrito: “Quando sonhar
com sua mulher fazendo sexo com outra mulher é um mau presságio.” (VOLTEN,
1942, b 2, 33). Embora seja interpretado como um mau sinal, é possível que a
relação homossexual entre duas mulheres não fosse considerada negativa, pois
não há a penetração de um pênis que poderia significar uma submissão.
No Egito antigo, a relação
sexual entre dois homens nunca recebeu reconhecimento formal e institucional. A
exigência social do casamento e da constituição de uma família vinha em
primeiro lugar.
No Egito, a homossexualidade
era vista como inconveniente pela sua esterilidade. No caso da sodomia, o que
se percebe nas fontes egípcias é a humilhação pela passividade e a dominação
pelo coito anal, imposta aos inimigos.23 A palavra hemiu tinha ao mesmo tempo o
sentido de afeminado e inimigo.
No caso da sodomia, o que se
percebe nas fontes egípcias é a humilhação pela passividade e a dominação pelo
coito anal, imposta aos inimigos.23 A palavra hemiu tinha ao mesmo tempo o
sentido de afeminado e inimigo. 24 Essas mesmas palavras são empregadas com
frequência ao se referirem ao deus Seth (PARKINSON, 1985, p. 66), que, como
vimos no mito da “Grande Contenda”, está ligado à sodomia. Não por acaso esse
mesmo deus é apresentado nos mitos como sendo estéril e o antagonista de
Osíris, deus da fertilidade e regeneração. Na visão egípcia da vida, a
interação entre masculino (homens) e feminino (mulheres), estabelecia a força
regeneradora do universo, enquanto a homossexualidade era vista como a negação
desse poder de dar vida, portanto, era considerada um desperdício de sêmen e
insatisfatória por ser improdutiva.
Bem esse é o enfoque do Antigo
Egito nos transmitido por Antonio Brancaglion Junior, arqueólogo brasileiro,
especialista em egiptologia.
Professor do Museu Nacional da
Universidade Federal do Rio de Janeiro (MN/UFRJ) e pesquisador visitante no
Institut Français d'Archéologie Orientale do Cairo (IFAO), sendo o primeiro a
obter o mestrado e o doutorado em Arqueologia Egípcia pela Universidade de São
Paulo (USP), o primeiro sul-americano a integrar o Institut Français
d'Archéologie Orientale du Caire e o primeiro brasileiro a integrar o CIEPEG -
Comité Internacional pour l'Égiptologie du Conseil Internacional des Musées.
É professor e orientador do
mestrado em Arqueologia do Museu Nacional, professor e orientador do programa
de pós-graduação do Departamento de Letras Orientais/FFLCH/USP e professor
colaborador do curso de pós-graduação em história da arte na FAAP.
Possui graduação em Ciências
Políticas e Sociais pela Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo
(1987), mestrado em Ciência Social (Antropologia Social) pela Universidade de
São Paulo .
Etc, etc, etc.... Ou seja um experto
na matéria.
O Homem Santo Moises foi
educado na Corte do Faraó do Egito, portanto, conheceu o assunto no tempo
presente, assim sendo continuemos.
Continua...
Jorge Eduardo Garcia...
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